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Andrés diz se recebeu convite para ser diretor de seleções e explica o que faria: 'Neymar, Casemiro e Marquinhos não vêm'

Andrés Sanchez antes de amistoso entre Brasil e África do Sul, em 2012 FERNANDO CALZZANI/PHOTO PRESS/Gazeta Press

Em entrevista ao "Canal do Benja", no YouTube, Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians e ex-coordenador de seleções da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), falou sobre a possibilidade de assumir novamente o cargo na entidade máxima do futebol brasileiro.

Atualmente, a posição está vaga desde que deixou de ser ocupada por Juninho Paulista, que teve sua saída anunciada em janeiro deste ano.

De acordo com Andrés, porém, não houve qualquer convite por parte do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, e nem um "oferecimento" de sua parte para retornar ao cargo na Confederação.

"Ele [Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF] não me convidou, nem eu me convidei. Ele perguntou o que eu achava e eu falei. Falo com ele de vez em quando, mas não me convidou. Não tinha compromisso nenhum comigo", afirmou Sanchez.

Questionado sobre o que faria caso voltasse a ser diretor de seleções, Andrés ressaltou que tentaria uma espécie de "revolução".

Na visão do cartola, nomes veteranos como Neymar, Casemiro e Marquinhos já não deveriam mais estar vestindo a camisa canarinho.

Para o chefe de delegação do Brasil na Copa do Mundo 2010, o time nacional deveria ser montado com atletas de 23 anos, que estariam na idade ideal no Mundial de 2026.

"Acho que nós não temos mais o melhor time do mundo. Pelo contrário, hoje estamos na 5ª, 6ª ou 7ª força do mundo. E nós, brasileiros, não temos coragem para admitir isso", bradou.

"Sempre falei ao presidente (da CBF): temos que montar um time competitivo. Neymar, Casemiro, Marquinhos: não vem para a seleção, não precisamos deles agora. Vamos montar um time competitivo, com garotos até 23 anos, que lá em 2026 vão estar com 26, 27 anos", seguiu.

"Se lá em 2026 o Neymar, o Casemiro, o Marquinhos, o Alisson e outros estiverem bem, a gente traz para a Copa. Você acha que precisa disputar as eliminatórias? Se jogar com juvenil, vai classificar", ironizou.

"Então, vamos montar um time, uma equipe para competir com os europeus. Enquanto não reconhecermos isso, vamos continuar caindo para eles nas quartas de final", finalizou.

Andrés Sanchez deixou a direção de seleções da CBF em novembro de 2012, sendo depois eleito deputado federal por São Paulo em 2014. Em 2018, ele foi eleito mais uma vez presidente do Corinthians.

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