Embalado pelos 5 a 1 contra a Bolívia, em Belém, o Brasil viaja a Lima para enfrentar o Peru na terça-feira (12), às 23h (de Brasília), pela 2ª rodada das eliminatórias da Copa do Mundo.
Em campo, estará em jogo não somente mais uma partida sob comando de Fernando Diniz e a chance de fechar a primeira etapa do torneio na liderança, mas também um retrospecto da seleção canarinho que já dura quase oito anos.
Foi em outubro de 2015 que o Brasil perdeu pela última vez uma partida de eliminatórias da Copa. Na ocasião, o time dirigido por Dunga foi até Santiago e caiu por 2 a 0 para o Chile, na abertura do classificatório para o Mundial de 2018, na Rússia.
O Brasil foi a campo naquele 8 de outubro com: Jefferson; Daniel Alves, Miranda, David Luiz e Marcelo; Luiz Gustavo, Elias, Douglas Costa, Oscar e Willian; Hulk.
No banco, nomes de impacto como Kaká, Renato Augusto, Fernandinho e Lucas Moura, bem como outros que pouco tiveram chance na seleção futuramente, como o goleiro Marcelo Grohe, o zagueiro Gil e o meia Lucas Lima. Os únicos remanescentes são o goleiro Alisson e o zagueiro Marquinhos.
A última derrota faz tanto tempo que muitos da atual seleção sequer atuavam em seus times principais. São os casos de Gabriel Magalhães (Avaí), Renan Lodi (Athletico-PR), Bruno Guimarães (Audax) e Rodrygo (Santos), titulares contra a Bolívia na sexta-feira (8) e promessas da base de seus clubes em outubro de 2015.
Além daqueles que mal eram profissionais, outros titulares da atual seleção não tinham explodido também. Ederson era goleiro reserva do Benfica, de Portugal, país para o qual Raphinha havia acabado de se mudar para tentar a sorte no Vitória de Guimarães.
No Brasil, Richarlison ainda dava os primeiros passos para se firmar no time principal do América-MG. Nem mesmo técnico estava consolidado, por sinal.
Fernando Diniz estava sem emprego após ser demitido pelo Paraná em 27 de setembro de 2015, por conta de resultados negativos na Série B do Campeonato Brasileiro. Meses depois, porém, ele explodiria no mercado ao ser vice-campeão paulista com o Osasco Audax, clube que ele mesmo havia levado à elite estadual.
E Neymar?
O astro da seleção brasileira atual já era o jogador mais famoso daquele time em 2015, mas não pôde ser convocado por Dunga graças a uma suspensão na Copa América do mesmo ano. O camisa 10 voltaria a tempo de ser comandado pelo antigo treinador antes da chegada de Tite, que passou todo o seu tempo na CBF sem ser derrotado nas eliminatórias.
Da derrota para o Chile até os tempos atuais, são 35 partidas de invencibilidade do Brasil, com 27 vitórias e oito empates, números que Fernando Diniz e companhia tentarão aumentar em Lima.
Próximos jogos da seleção:
Peru (F) - 12/09, 23h (de Brasília) - Eliminatórias
Venezuela (C) - 12/10, 21h30 (de Brasília) - Eliminatórias
Uruguai (F) - 17/10, 21h (de Brasília) - Eliminatórias
