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Quem são os 'filhos' de Fernando Diniz na seleção e o que já fizeram sob comando do técnico?

Fernando Diniz conversa com jogadores durante treino da seleção brasileira em Belém Vitor Silva/CBF

O começo em um novo emprego causa frio na barriga em qualquer ser humano. Se o trabalho é um sonho, então, nem se fala. Mas existem maneiras de driblar o nervosismo, e ter pessoas de confiança à sua volta é uma delas.

Todo esse cenário resume a semana de Fernando Diniz. Depois de passar por alguns dos grandes clubes do país, o técnico se prepara agora para estrear à frente da seleção brasileira, que abre a campanha nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026 nesta sexta-feira (8), às 21h45 (de Brasília), contra a Bolívia.

A fim de driblar o nervosismo que é inerente ao cargo, Diniz sabe muito bem a quem recorrer. Dos 23 convocados para o início na seleção, oito já trabalharam com o treinador em clubes (a lista seria até maior se Antony, desconvocado após ser acusado de agressões pela ex-namorada, fizesse parte do grupo).

"O pessoal que trabalhou com ele estava conversando e brincando sobre o que a gente já passou junto, situações até engraçadas", revelou Raphael Veiga, meia do Palmeiras e um dos que tiveram a chance de conhecer Fernando Diniz antes da seleção brasileira.

Veiga iniciou a carreira no Audax, ainda adolescente, e reencontrou o treinador no Athletico-PR em 2018. Lá, conviveu intensamente com Diniz e criou memórias, assim como Bruno Guimarães e Renan Lodi, outros presentes no atual grupo da seleção e que faziam parte daquele time.

"Lógico que nesse tempo eu mudei bastante, ele também mudou bastante. A diferença de lá para cá é que eu tomava muita bronca e hoje eu tomo menos", brincou Veiga, hoje bem mais experiente. "Não vou resumir a participação dele na minha carreira só dentro do campo. É um cara que sempre se preocupou com a pessoa fora do campo. Dispensa comentários, ajuda todo jogador, mas vou frisar o que fez para mim fora de campo. Hoje sou um jogador e homem completamente melhor por conta dele".

No Furacão, onde chegou a improvisar Bruno Guimarães como zagueiro e até a testar Lodi como lateral pela direita, Diniz não ficou mais do que seis meses e saiu com apenas 34% de aproveitamento. De lá, teve a chance de ir para o Fluminense, onde conheceu Caio Henrique, então um meio-campista, e também Ibañez.

Foi justamente naquela época, e por opção do técnico, que Caio Henrique passou a jogar de ala e deslanchou, a ponto de, hoje, estar na quarta temporada seguida no Monaco, da França, e ganhar uma oportunidade na seleção como lateral. Já Ibañez formou dupla de zaga com Matheus Ferraz no Fluminense, mas logo se transferiu para a Atalanta. Agora, atua pelo Ah Ahli, da Arábia Saudita.

Depois de deixar o Fluminense, Fernando Diniz esteve no São Paulo, onde conheceu Lucas Perri, convocado pelo treinador após o corte de Bento. No Morumbi, o jovem goleiro foi indicado pelo treinador para ser reserva imediato de Tiago Volpi, em 2020, após Jean ser preso nos Estados Unidos acusado de agredir a esposa.

"O Diniz e a comissão dele trabalham bastante. Ele tem muito firme a ideia de jogo dele e tem muitos trabalhos para passar para os jogadores o que ele espera da gente", elogiou Perri, em sua primeira entrevista na seleção. "A ideia dele é rápida de assimilar e executar, porque é bom jogar sempre com a posse de bola, buscar sempre ter essa posse e agredir o adversário".

A dupla mais recente do grupo de "filhos de Diniz" ainda convive diariamente com o técnico nas Laranjeiras. O zagueiro Nino e o volante André ganharam cada vez mais espaço no Fluminense desde a chegada do comandante e são tratados como titulares absolutos da equipe carioca, que está firme na briga pelo inédito título da Libertadores.

Não faltam fieis escudeiros para respaldar o trabalho da nova comissão técnica da seleção. Até mesmo os que nunca atuaram com Diniz, mas que nos bastidores eram bastante favoráveis ao seu nome para o lugar de Tite, mostram que vão defender o modelo do novo chefe até a morte para que o Brasil volte a mostrar um futebol vistoso.

"É uma das coisas até mesmo que o Diniz vem pedindo para nós, que o brasileiro volte a ligar a televisão para querer assistir a seleção brasileira. Para nós é importante ver esse lado também, mas temos que nos readaptar com a forma do Diniz. Sabemos que cada treinador tem a sua forma de jogar, então temos que rapidamente adaptar o jogo do jogo dele", exaltou Casemiro, novo integrante do Dinizismo que começa a imperar na CBF.

Próximos jogos da seleção brasileira:

  • Bolívia (C) - 08/09, 21h45 (de Brasília) - Eliminatórias

  • Peru (F) - 12/09, 23h (de Brasília) - Eliminatórias