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Por que seleção brasileira está jogando Copa do Mundo feminina com uniforme sem estrelas?

A camisa a seleção brasileira feminina na Copa do Mundo Thais Magalhães/CBF

Pela primeira vez uma Copa do Mundo feminina, a seleção brasileira usa um uniforme próprio e sem as tradicionais cinco estrelas, que ficam acima do escudo da CBF na camisa usada pela equipe masculina. E isso tem motivo para acontecer.

A ação existe desde novembro de 2020 como uma forma de desassociar a seleção feminina dos feitos alcançadas pelos homens, pentacampeões do mundo em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. A intenção é focar na busca pela primeira conquista do time feminino.

Como a nova camisa foi lançada há menos de três anos, ela não estava disponível na Copa de 2019, quando o Brasil ainda atuou com as cinco estrelas no peito. Agora, em 2023, tudo mudou.

No lançamento do primeiro uniforme sem as estrelas, a volante Andressinha reafirmou o desejo de buscar a primeira estrela própria.

"Eu via muitos comentários, muitas pessoas que falavam dessa questão. Era como se a gente carregasse uma coisa que a gente não conquistou. Lógico que a gente fica muito feliz por todas as conquistas do masculino", disse.

"Eu acho que o Brasil é reconhecido como país do futebol, muito por todas as coisas que eles conquistaram, pelos grandes jogadores, mas agora acho que é um momento diferente, né? A gente vai conquistar nossa estrela a gente vai carregar a estrela que a gente for conquistar. Acho que é muito legal isso e a gente vai se sentir mais confortável com essa situação", completou a jogadora.

Nas redes sociais, a CBF lançou a hashtag "#PelaPrimeiraEstrela" como uma forma de reforçar o objetivo da seleção feminina.

Em 2019, no último Mundial, apenas o Brasil mantinha as estrelas das conquistas do seu time masculino. Enquanto a Alemanha sempre adotava as duas estrelas referentes aos títulos femininos, equipes como Itália e Argentina deixaram sua camisa sem estrelas pela primeira vez, seguindo Inglaterra e França que já adotavam tal medida.

Na época, a CBF afirmava que o pentacampeonato como "um registro oficial". No ano seguinte, porém, este discurso se modificou para carimbar o selo da independência da equipe feminina. O fato foi ajudado pelo coro das jogadoras e da fornecedora de material esportivo.