Ainda sem técnico, a seleção brasileira foi comandada por Ramon Menezes em três jogos de 2023, com duas derrotas. E os resultados fizeram a amarelinha atingir uma marca negativa.
O revés para Senegal por 4 a 2, nesta terça-feira (20), se junta à derrota para Marrocos, no dia 25 de março, como a segunda em um período de 87 dias. Vale lembrar que o Brasil tinha apenas outras duas derrotas para africanos em 109 anos de história da seleção principal.
Antes de Marrocos e Senegal, Camarões havia sido o algoz da seleção. Os africanos bateram o Brasil em 2003, pela Copa das Confederações, e na última Copa do Mundo. As duas partidas terminaram em 1 a 0.
Agora, o Brasil vive um grande dilema para os próximos dias. Confiar e esperar por Carlo Ancelotti até junho de 2024 ou buscar um novo técnico? Na visão da CBF, a primeira opção deve ser seguida no momento.
A CBF escolheu Carlo Ancelotti e, mesmo sem assinar um contrato, está confiante de que terá o italiano como técnico da seleção brasileira a partir de junho de 2024.
Ednaldo Rodrigues, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, foi quem liderou as conversas com Ancelotti na Espanha, onde a seleção jogou e venceu amistoso contra Guiné, por 4 a 1, no último sábado.
O contrato de Ancelotti com o Real vai até o fim de junho de 2024. Até lá, o Brasil já terá no calendário seis partidas nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo, todos em 2023.
No próximo ano, a seleção tem quatro amistosos confirmados, dois em março (um contra a Espanha) e dois em junho, podendo ou não já contar com a presença de Ancelotti, no entendimento da CBF. Também em junho terá início a Copa América, nos Estados Unidos.
Com a sinalização positiva de Ancelotti, a entidade que comanda o futebol brasileiro confia que poderá ter o novo treinador trabalhando na competição em solo norte-americano.
Até lá, Ramon Menezes deverá ser mantido no comando interino do time pentacampeão. Será ele quem comandará o Brasil no início das eliminatórias. Existe a possibilidade de Ancelotti ter uma pessoa de sua confiança na comissão, mas ainda não há definição nenhuma de quando ele viria.
Segundo noticiou Bruno Vicari, apresentador dos canais ESPN no domingo (18), Davide Ancelotti, filho do treinador do Real Madrid, é um dos nomes contados para essa transição. Assim como com o pai, contudo, não há qualquer acerto definitivo para a possibilidade.
