A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) segue em busca de um novo treinador para a seleção brasileira. Com Carlo Ancelotti como plano A, a entidade quebra a cabeça para encontrar um técnico e ouviu alguns líderes do elenco para ajudar na decisão.
Durante entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (16), véspera do amistoso contra Guiné, o lateral-direito Danilo deu detalhes da conversa que teve com Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, sobre a escolha do futuro comandante. Além dele, Marquinhos, Alisson e Casemiro também estiveram presentes.
''Fui o primeiro a dizer que não seria de outro mundo o presidente ouvir a opinião dos jogadores, não quer dizer que vamos escolher, longe disso, porque é difícil já entrar em campo, imagina pensar nessa parte. Mas é importante ter a opinião e o ponto de vista dos atletas. Nossa intenção não é definir nem dizer ao presidente o que está certo e errado. Nosso plano é ser um ponto de apoio para o presidente tomar a melhor decisão com a maior tranquilidade possível'', afirmou.
Danilo reiterou ainda a importância dos atletas mais experientes para o elenco nesse momento de indecisão.
''A seleção brasileira nos dá muito como jogador e pessoa. Fui convidado pela primeira vez em 2011, são quase 12 anos. Me deu prestígio, reconhecimento, alegrias. Nesse momento em que tem precaução sobre tomar a decisão sobre o treinador, acho que é o momento dos mais experientes pagarem pelo que receberam da seleção. Ramon está à frente, tem o total respaldo, tem as características para ser quem comanda a seleção, mas nós, os mais velhos, pagar o que a seleção já nos deu para manter a estabilidade da seleção e manter a tranquilidade para quem vem tendo a primeira oportunidade'', pontuou.
Questionado sobre quais características o novo treinador da canarinho tem que ter, o lateral da Juventus foi direto.
''Primeira coisa, o treinador que for tem que gostar de ganhar. E que seja bom no campo. Esse grupo é fácil de trabalhar, muito profissional, exigente a si mesmo. Quem vier, tem que ter um histórico, que seja forte, que tenha respeito, que goste de ter a bola e se ofensivo. É o que pede a história da seleção brasileira'', declarou.
A seleção brasileira volta a campo neste sábado (17), às 16h30 (de Brasília), contra a Guiné, no Estádio Cornellà-El Prat, do Espanyol. Em seguida, na terça (20), às 16h (de Brasília), encara Senegal no Estádio José Alvalade, casa do Sporting, em Lisboa, capital de Portugal.
