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Infantino diz que Vinicius Jr. vai liderar comitê antirracismo da Fifa e discursa a jogadores em visita à seleção brasileira

Presidente da Fifa, Gianni Infantino confirmou que Vinicius Jr., atacante da seleção brasileira e do Real Madrid, vai liderar um comitê antirracismo da entidade. Segundo o mandatário, o brasileiro será um dos jogadores presentes em um grupo que vai sugerir punições mais rígidas para o comportamento discriminatório no futebol.

O astro dos Merengues sofreu racismo mais de uma vez em jogos na Espanha, e o "basta" aconteceu no dia 10 de maio, no Estádio Mestalla, quando Vini Jr. foi novamente alvo de atos racistas, desta vez da torcida do Valencia, durante partida em LaLiga. Após o ocorrido, o brasileiro recebeu um apoio massivo de outros atletas, personalidades e ainda de entidades do futebol mundial, como a Fifa.

"Não haverá mais futebol com racismo. Os jogos devem ser interrompidos imediatamente quando isso acontecer. Já chega", começou por dizer Infantino, à Reuters.

"Pedi ao Vinicius para liderar esse grupo de jogadores, que apresentará punições mais rígidas contra o racismo, que serão posteriormente implementadas por todas as autoridades do futebol ao redor do mundo. Precisamos ouvir os jogadores e o que eles precisam para trabalhar em um ambiente mais seguro. Levamos isso muito a sério", prosseguiu.

"Precisamos de punições mais duras. Não podemos tolerar mais racismo no futebol. Como presidente da Fifa, sinto que precisava conversar pessoalmente com Vinicius sobre isso", concluiu.

Presidente da Fifa visita seleção brasileira em Barcelona

Nesta quinta-feira (15), Infantino foi até o hotel onde a seleção brasileira está hospedada em Barcelona, na Espanha, para a disputa do amistoso contra Guiné, no próximo sábado (17), a partir das 16h30 (de Brasília), no Estádio Cornellà-El Prat.

Além de conversar com Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, o presidente da Fifa também discursou aos jogadores, em especial Vini Jr..

"Estou muito feliz de estar hoje aqui com a CBF, os jogadores, o presidente Ednaldo. É importante porque basta, não podemos tolerar mais problemas de discriminação e racismo. Para mim, como presidente da Fifa, é muito importante falar pessoalmente com Vini, com os jogadores, para sentir e entender as emoções e também para garantir a todos que vamos implementar medidas muito contundentes, fortes, para acabar acabar com o problema da discriminação e do racismo", disse.

Após o amistoso contra Guiné, o Brasil viaja para Portugal, onde encara Senegal, na próxima terça-feira (20), às 16h (de Brasília), no Estádio José Alvalade, em Lisboa.