Carlo Ancelotti segue como plano A da Confederação Brasileira de Futebol para ser o próximo treinador da seleção brasileira.
Presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues confirmou que não descartou o nome do italiano, mesmo diante das reiteradas declarações do técnico sobre estar à frente do Real Madrid até o fim de seu contrato, em junho de 2024.
Em entrevista à TV Bandeirantes, o mandatário da entidade afirmou que o processo de análise do novo treinador vai além do trabalho de campo com a equipe principal, e que o nome ainda segue sendo o de Ancelotti.
“A CBF está sendo prudente e tendo a cautela de ter um treinador que tenha um ciclo dentro da entidade, que esse treinador tenha um projeto. Não só com a seleção principal, mas sendo um alimentador das competições de base para que atletas possam ser olhados e aproveitados aqui dentro do Brasil”.
“Ele [Ancelotti] é um treinador que tem essa visão e coragem de colocar novos talentos para jogar. Sem desmerecimento nenhum outro treinador. O Brasil tem muitos treinadores que temos um apreço muito grande, e que são competentes, mas temos um plano, e o plano A é exatamente esse [Ancelotti]”, afirmou o presidente da CBF, garantindo que aguardará até o encerramento do Campeonato Espanhol para tentar avançar no nome do treinador.
“Temos o feeling de que pode dar certo. Vamos aguardar o termino da competição [LaLiga], no que pese já ter um campeão, o Barcelona. Mas nós vamos esperar a competição terminar e temos a intuição de que pode dar certo”.
O desejo de Ednaldo Rodrigues em ter Carlo Ancelotti à frente da seleção brasileira não reduz nem mesmo diante das declarações do treinador sobre o desejo de seguir à frente do Real na próxima temporada, ainda que admitindo publicamente a vontade da CBF em tê-lo no projeto para a Copa do Mundo de 2026.
Ramon deixou seleção sub-20 durante competição para convocar time principal
Para o presidente da entidade, essa postura é compreensível.
“Se estivesse no lugar dele e com contrato em vigor eu também não desmereceria a empresa que estava contratado. Acho que ele tem um encantamento pela seleção brasileira, conhece a maioria dos atletas que jogaram e que jogam na seleção brasileira. São detalhes que eu mesmo não faria também [dar entrevistas abrindo as portas à seleção]”.
Enquanto ainda trabalha para encontrar um novo treinador, a CBF apostará novamente em Ramon Menezes como interino. O comandante da seleção sub-20 convocou no domingo (28) os 23 atletas que defenderão o Brasil nos amistosos contra Guiné (17 de junho, em Barcelona) e Senegal (20 de junho, em Lisboa).
A tendência, no entanto, é de que a CBF já tenha um cenário mais claro sobre seu treinador em meados do próprio mês.
“A gente tem os compromissos que já são oficiais, os jogos das eliminatórias. A gente espera que possamos ter, logo após esses jogos de junho, mas ainda dentro do mês de junho, um posicionamento mais claro e que a gente possa falar com uma condição maior”.
Ainda que reforçando a prioridade por Carlo Ancelotti, o presidente da CBF garantiu que segue de olho em treinadores que estão se destacando no cenário brasileiro como Abel Ferreira, do Palmeiras, Fernando Diniz, do Fluminense, e Dorival Junior, do São Paulo.
“A gente acompanha os trabalhos, tanto do Dorival Junior, quanto do Abel Ferreira, do Diniz. Temos visto um trabalho muito importante. A gente ouve muito as pessoas dizerem ‘O Abel está fora por brigar com a imprensa, com o árbitro’. Eu entendo que ele tem competência no que está trabalhando. Os números mostram isso. O Diniz da mesma forma, Dorival também”.
“A CBF, em qualquer que seja a situação de uma outra possibilidade [de treinador caso Carlo Ancelotti não acerte], a CBF não tem interesse em prejudicar seus filiados. [o técnico] vai ser aquele que a CBF entende que é o melhor para o ciclo. E esse ciclo não é apenas competir na Copa do Mundo. É vencer a Copa do Mundo”, concluiu o presidente.
