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De Neymar a 'fracassos' na Europa: o que aconteceu com os últimos artilheiros do Sul-Americano sub-20?

Lautaro Martínez, Neymar e Giovanni Simeone foram artilheiros dos Sul-Americanos de 2011, 2013 e 2015 Getty Images | ESPN Brasil

Brasil estreia na competição nesta quinta-feira (19), às 19h (de Brasília), contra o Peru


A seleção brasileira inicia sua caminhada no Sul-Americano sub-20 nesta quinta-feira (19), às 19h (de Brasília), contra o Peru, na cidade de Cali, na Colômbia. A equipe comandada pelo técnico Ramon Menezes terá o desafio de quebrar um tabu de 12 anos sem conquistar o troféu.

E para isso conta com o atacante Vitor Roque. A joia do Athletico-PR é a esperança de gols do time, já que o garoto Endrick, eleito melhor jogador da última Copa São Paulo de Futebol Júnior e já vendido ao Real Madrid, não foi liberado pelo Palmeiras.

O torneio vale como eliminatória para o Pan-Americano e a Copa do Mundo sub-20, além de ser uma grande vitrine para jovens promessas sul-americanas.

Há 12 anos, por exemplo, o então garoto Neymar terminou o Sul-Americano da categoria como maior goleador e foi o líder uma geração repleta de talentos na conquista do último título do Brasil no Sul-Americano.

Diante deste cenário, o ESPN.com.br mostra o que aconteceu com os últimos artilheiros da competição*.

Leonardo Campana - 6 gols (2019)

O atacante comandou o título inédito do Equador na categoria e terminou como maior goleador, com seis gols anotados. Na época, ele atuava no Barcelona de Guaiaquil e sequer tinha estreado no profissional. Depois do sucesso no torneio, foi comprado pelo Wolverhampton em 2020 e só foi emprestado desde então. Campana passou pelo Famalicão, de Portugal, Grasshoppers, da Suíça, e hoje está no Inter Miami, da Major League Soccer.

Lautaro Martínez, Marcelo Torres, Bryan Cabezas e Rodrigo Amaral - 5 gols (2017)

Os quatro dividiram a artilharia no torneio de 2017, vencido pelo Uruguai. Os argentinos Lautaro Martínez e Marcelo Torres, que terminaram na 4ª colocação daquele Sul-Americano, vivem situações bem distintas. O primeiro acabou de ser campeão mundial com a Albiceleste no Qatar e vive boa fase na Inter de Milão. Já o segundo segue no Boca Juniors, clube que o revelou.

O equatoriano Cabezas, vice-campeão em 2017, defendia as cores da Atalanta na época. Depois do torneio, foi emprestado ao Panathinaikos, Avellino, da Itália, e até ao Fluminense, onde teve uma passagem curta até ser cedido ao Emelec. Hoje está sem clube.

Por fim, Rodrigo Amaral, campeão com a seleção uruguaia, passou por Racing, Nacional, Gimnasia La Plata e agora está no Club Plaza Colonia, da primeira divisão do futebol uruguaio.

Giovanni Simeone - 9 gols (2015)

O atacante comandou a Argentina ao título com incríveis 9 gols marcados. Filho de Diego Simeone, técnico do Atlético de Madrid, Giovanni começou a carreira no River Plate. Depois disso, atuou no Banfield por empréstimo de uma temporada até se transferir para a Itália, onde está até hoje. Por lá, passou por Genoa, Fiorentina, Cagliari e Hellas Verona, clube que o comprou em definitivo em 2022. Hoje, está emprestado ao Napoli.

Nico López - 6 gols (2013)

Até hoje, a única experiência de Nico com a camisa celeste foi na seleção de base, mas foi no Brasil que o atacante se destacou. Depois de rodar pela Europa, o uruguaio defendeu o Internacional entre 2016 e 2019, marcou 40 gols e anotou 17 assistências em 168 jogos. Em 2020 foi vendido ao Tigres, do México, onde está até hoje.

Neymar - 9 gols (2011)

Neymar foi artilheiro do Sul-Americano de 2011, ano em que a seleção brasileira foi campeã pela última vez. Na época, o menino Ney brilhava no Santos e acumulava seus primeiros prêmios individuais até ser vendido para o Barcelona em 2013. Com a camisa blaugrana, o atacante virou superestrela mundial e participou de anos históricos do clube, acumulando títulos. Dentre eles, os mais importantes: Mundial de Clubes (2015) e Champions League (2014/2015).

Em 2017, Neymar trocou o Barça pelo PSG e se tornou o jogador mais caro da história do futebol ao ser vendido por 222 milhões de euros (R$ 812 milhões na época). De lá pra cá, empilhou taças na França, sendo quatro vezes campeão da liga nacional.

Com a camisa do Brasil, apesar de ter sido o grande craque de sua geração, Neymar ainda não foi campeão mundial, mesmo após três tentativas frustradas.

Cabe destacar que a edição de 2021 foi cancelada devido a pandemia da COVID-19.