Zinedine Zidane está livre no mercado há quase dois anos, após deixar o Real Madrid, e tinha o sonho de assumir a França, que renovou com Didier Deschamps
O novo contrato de Didier Deschamps com a seleção da França, anunciado neste sábado (7) de forma até surpreendente, joga um banho de água fria nas pretensões de um dos maiores craques que já defendeu o país na história: Zinedine Zidane.
Sem emprego desde maio de 2021, quando deixou o Real Madrid por vontade própria, Zizou nunca escondeu de ninguém o sonho de assumir o seu país. E nem mesmo o novo contrato de Deschamps o anima a dirigir outras seleções. Nem mesmo a do Brasil.
Segundo apuração do jornal L'Equipe, em reportagem publicada também neste sábado, Zidane e seu empresário Alain Migliaccio receberam sondagens de três equipes após a Copa do Mundo: Brasil, Portugal e Estados Unidos. E não está disposto a assumir nenhum desses desafios.
O diário francês cita o histórico de Zidane com o Brasil, de quem foi carrasco nas Copas de 1998 e 2006, mas garante que nem o "tentador desafio" de assumir o lugar de Tite ou o carinho dos torcedores faria Zizou cruzar o Atlântico.
Um dos pontos que não o anima sobre a seleção do Brasil é a língua, uma barreira que atrapalha qualquer negociação entre as partes. E isso também é um impeditivo para dirigir tanto Portugal quanto Estados Unidos, que procuram um treinador de peso para o Mundial de 2026, em que serão anfitriões ao lado de México e Canadá.
"Eu não gosto de coisas arranjadas, dizer que amanhã eu farei isso ou aquilo. Eu voltarei a trabalhar como técnico quando voltar a trabalhar como técnico. Não posso ir para todo lugar", disse Zidane, em entrevista há meses para o mesmo L'Equipe.
"Eu sei o que preciso para vencer. E digo isso com a maior modéstia possível. É por isso que não posso ir a qualquer clube. Como um técnico hoje, nunca posso dizer nunca. Não tenho 50 clubes para onde ir agora. Existem duas ou três possibilidades", completou.
O jornal francês não garante qual será o futuro de Zidane no futebol. O técnico já recusou o PSG em meses recentes e pode ser atraído pela Juventus, caso os italianos ofereçam a chance de voltar ao clube que ele defendeu como jogador. Mas a França ainda é o sonho máximo do ex-camisa 10.
"Eu quero, é claro, e vou ser [técnico da França] um dia, espero. Quando? Não depende de mim. Mas eu quero completar um ciclo inteiro com a seleção. Se isso tiver que acontecer, será na hora certa. De novo, não depende de mim. A seleção francesa é a coisa mais bonita que existe".
