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Brasil cai na Copa, e famosa corrente fake ganha nova versão: 'Se as pessoas soubessem...'

Famosa corrente fake da Copa do Mundo ganhou nova versão após queda do Brasil ESPN

Piada que circula nas redes diz que seleção brasileira abriu mão do hexa para sediar Copa de 2034


Gunther Schweitzer vive! Ou quase isso.

Um clássico das histórias da Copa do Mundo sempre que a seleção brasileira é eliminada, já circula pelas redes sociais e grupos de WhatsApp um novo texto explicando as razões da derrota do Brasil nos pênaltis contra a Croácia, que deu fim ao sonho do hexa.

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O delírio inclui o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, a comissão técnica de Tite, patrocinadora e, claro, os jogadores. Tudo sendo "investigado" pelos principais jornais do mundo. Um acordo escuso, fechado pela quantia de US$ 46 milhões de dólares e tendo como contrapartida o Brasil novamente sediar a Copa do Mundo, em 2034.

A brincadeira aponta até a anuência de Gianni Infantino, presidente da Fifa, que aplaudiu a colaboração da equipe brasileira a favor de um suposto equilíbrio ao continente europeu, impactado pelos efeitos da pandemia, crise econômica e o conflito entre Rússia e Ucrânia.

Veja abaixo na íntegra a carta falsa, que teve primeira edição criada em 1998, agora com novos ingredientes após mais uma eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo.

A "teoria" de 2022

"Talvez, isso explique a razão do jogador Alex Sandro ter declarado a seguinte frase: 'Se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo, ficariam enojadas'. Todos os brasileiros ficaram chocados e tristes por terem perdido a Copa do Mundo de futebol, no Catar. Não deveriam. O que está exposto abaixo é a notícia em primeira mão que está sendo investigada por rádios e jornais de todo o Brasil e alguns estrangeiros, mais especificamente Wall Street Journal of Americas e o Gazzeta delo Sport e deve sair na mídia em breve, assim que as provas forem colhidas e confirmarem os fatos.

Fato comprovado: O Brasil VENDEU a copa do mundo para a Fifa. Os jogadores titulares brasileiros foram avisados, às 13:00 do dia 9 de Dezembro (sexta-feira), em uma reunião envolvendo o Sr. Ednaldo Rodrigues (na única vez que o presidente da CBF compareceu a uma preleção da seleção), o técnico Tite, o Sr. Osvaldo Giroldo Júnior (Juninho Paulista), coordenador da seleção, e o Sr. Mark Parker, presidente da patrocinadora Nike. Os jogadores reservas permaneceram em isolamento, em seus quartos ou no lobby do hotel. A princípio muito contrariados, os jogadores se recusaram a trocar o hexacampeonato mundial por sediar a Copa do Mundo em 2034.

A aceitação veio através do pagamento total dos prêmios, US$140.000,00 para cada jogador, mais um bônus de US$800.000,00 para todos os jogadores e integrantes da comissão, num total de US$ 46.000.000,00 (quarenta e seis milhões de dólares) por meio da empresa Nike. Além disso, os jogadores que aceitarem o contrato com a empresa Nike nos próximos 4 anos terão as mesmas bases de prêmios que os jogadores de elite da empresa, como o próprio Neymar, Cristiano Ronaldo, de Portugal, Virgil van Dijk, da Holanda e Kevin De Bruyne, da Bélgica.

Assim, combinou-se que o Brasil seria derrotado durante a disputa por pênaltis. O Sr. Gianni Infantino, presidente da Fifa, cidadão ítalo-suíço, aplaudiu a colaboração da equipe brasileira, uma vez que o campeonato mundial trará equilíbrio à Europa num momento de turbulência política e econômica em toda a Europa, motivada pelo pós-pandemia e crise energética e inflacionária, principalmente de combustíveis e alimentos por causa do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, afetando o euro (moeda única européia) e o mercado comum europeu (ECC).

Garantiu, também, ao Sr. Ednaldo Rodrigues, através de Julio Avellar, novo Diretor de Competições da CBF, que atuava como executivo na FIFA desde 2008 e participou da organização das últimas quatro edições da Copa do Mundo FIFA, que o Brasil teria seu caminho facilitado para o hexacampeonato de 2026. Por gentileza passem esta mensagem para o maior número possível de pessoas, para que todos possam conhecer a sujeira que ronda o futebol!"

Assinado Gunther Schweitzer

Um clássico no Brasil

A ESPN reforça que a corrente conspiratória não passa de uma brincadeira. O texto fake aparece de quatro em quatro anos para tentar explicar a eliminação ou algum fato de interesse público.

Em 2014, por exemplo, a reportagem contou a história de Gunther Schweitzer, homem que assina todos os textos compartilhados desde 1998, quando o Brasil perdeu para a França na final da Copa.

Clique aqui e leia mais sobre Gunther, que não, não é o autor de nenhuma das "denúncias".