<
>

Ex-seleção lembra polêmicas de 2006 e vê Brasil de Tite como maior favorito ao hexa desde Ronaldinho, Fenômeno e cia

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, o ex-lateral Gilberto comparou o time de 2006 com o de 2022


Assim como no Qatar, o Brasil chegou para a Copa do Mundo de 2006 como uma das seleções favoritas ao título. No entanto, o famoso ''quadrado mágico'', formado por Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Robinho e Adriano, foi do sucesso ao fracasso.

Naquela época, o ex-lateral-esquerdo Gilberto disputava o seu primeiro Mundial e viu o sonho do hexa ser adiado nas quartas de final depois que o time comandado por Carlos Alberto Parreira perdeu para a França por 1 a 0, com gol de Henry.

Reserva de Roberto Carlos, tido como titular absoluto e incontestável, Giberto atuou em apenas uma das cinco partidas em que a seleção disputou naquela edição. E balançou as redes na única oportunidade que teve, na vitória contra o Japão por 4 a 1 na fase de grupos.

Mas a expectativa para a primeira Copa acabou em frustração. Para ele, faltou foco para sair com a taça na mão.

Isso porque, a delegação brasileira fez sua preparação na cidade de Weggis, na Suíça, e quase não havia privacidade durante os treinos. Alguns episódios atrapalharam a concentração dos jogadores, como por exemplo, as invasões de torcedores durante os treinamentos.

''Eu lembro que já tinha acabado o treinamento, não chegou a interromper o treinamento, mas me causou estranheza porque a gente estava ali se preparando para uma competição como essa que é a Copa do Mundo. Uma mulher invadiu o gramado, foi lá e abraçou o Ronaldinho Gaúcho. Era a minha primeira experiência e na minha cabeça eu achava que era uma coisa mais fechada, isolada. Eu lembro que também tinha transmissão de treinos 24 horas praticamente falando de seleção brasileira. A filmagem do treinamento ia para todo o mundo e isso me causou estranheza'', disse o ex-jogador em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br.

''Talvez se a seleção tivesse focado um pouco mais na competição, com o grupo que a gente tinha, talvez pudéssemos ter ido mais longe na Copa de 2006'', lamentou.

Hoje, aposentado dos gramados e coordenador das categorias de base do Flamengo, Gilberto, que depois de 2006 ainda disputou o Mundial de 2010, vê a equipe de Tite em um cenário bem mais favorável no Qatar.

Para o ex-lateral, os problemas do passado viraram lições para o presente, já que o atual time é o que mais tem chances de levantar a taça desde então.

''Eu tenho dito que esse grupo da seleção brasileira, depois do grupo de 2006, é o que chega com mais possibilidade de título. Pela campanha que vem fazendo, por todas as trajetórias das eliminatórias com o Tite, é a seleção que conseguiu encontrar um entrosamento melhor do que as outras seleções. Acho que também por ter jogadores que já passaram pelas decepções de 2014 e de 2018, eles chegam muito mais experientes à Copa do Mundo. São atletas que hoje já chegam com uma experiência maior'', afirmou.

O Brasil volta a campo na próxima sexta-feira (9), às 12h (horário de Brasília), para enfrentar a Croácia, valendo vaga na semifinal.