Ex-volante foi um dos grandes nomes da história do futebol irlandês
O Brasil está nas quartas de final da Copa do Mundo. Em verdadeiro show no Estádio 974, a equipe goleou a Coreia do Sul para avançar nas oitavas nesta segunda-feira (5). Ainda assim, houve quem criticasse a seleção.
Durante a partida, em transmissão da emissora inglesa ITV, o ex-jogador Roy Keane, lenda do Manchester United, detonou as danças feitas pelos brasileiros para comemorar os gols.
"Finalização fantástica do Vinícius, ótimo início de jogo. Mas nunca vi tanta dança. Não posso acreditar no que estou assistindo, não posso acreditar no que estou assistindo, é como assistir um programa de auditório", disse.
"Eu não gosto disso. As pessoas dizem que é a cultura deles, mas acho que isso é desrespeitar o adversário. São quatro gols, e eles estão fazendo isso o tempo todo. Não estou feliz com isso, não acho nada bom", completou.
Conhecido por sua história com a camisa dos Red Devils, Keane defendeu a seleção da Irlanda entre 1991 e 2005, sendo peça preponderante para a equipe se classificar para as Copas de 1994 e 2002. Neste segundo Mundial, porém, ele não chegou a iniciar a campanha por conta de um desentendimento com o técnico Mick McCarthy.
Capitão da equipe, Roy afirmou que a preparação da Associação da Irlanda como 'não profissional' e criticou o treinador e seu antecessor, Jack Charlton. Ao chegar em Saipã, cidade escolhida para receber a Irlanda, Keane não poupou críticas ao local, chegando a ameaçar retornar à Irlanda.
Ao ser questionado por McCarthy, o volante o chamou de 'mentiroso' e proferiu ofensas a ele, fazendo com que ele fosse excluído do elenco. O treinador ainda ensaiou um pedido de desculpas, mas foi recusado pelo atleta. Keane só voltaria a atuar pela seleção em 2004 e os dois fizeram as pazes 2 anos depois.
Histórico de desafetos na Premier League
Dentro do futebol inglês, Roy Keane colecionou brigas. A mais famosa foi com Alf-Inge Haaland, pai do centroavante Erling Haaland. Em 1997, quando atuava pelo Leeds United, Alf teve dividida com o volante do United que fez com que ele rompesse os ligamentos do joelho.
Três anos depois, quando o pai de Haaland já atuava pelo Manchester City, Keane cumpriu uma promessa de se vingar e deu entrada violenta no joelho do rival. Depois disso, Alf nunca mais foi o mesmo, sem conseguir completar 90 minutos de uma partida até o fim da carreira.
Na temporada 2005/06, depois de 12 anos no United, Keane criticou abertamente Sir Alex Ferguson e seus companheiros, deixando de ser o capitão da equipe e não tendo contrato renovado com o clube para a última temporada na carreira.
