Técnico espanhol tem um salário de 24 milhões de euros (R$ 135 milhões) no Manchester City
Praticamente uma unanimidade entre treinadores, Pep Guardiola é o sonho de grande parte da população brasileira para assumir o comando da seleção. De estilo ofensivo e times que marcaram era no futebol, o espanhol encanta a maioria dos amantes do esporte.
E segundo Francisco Novelletto, vice-presidente da CBF, o espanhol aceitaria assumir o Brasil, mas que o acordo esbarra no altíssimo salário de Guardiola no Manchester City.
"Estou falando pelo Chico Novelletto, não pela CBF. Há uns três anos teve um vice-presidente, um colega meu, que chegou a ter contato com o Guardiola. A resposta do empresário foi que 'tudo bem, quem não gostaria de treinar a seleção brasileira? O Guardiola aceita, mas ele ganha 24 milhões de euros por ano aqui", detalhou ele, em entrevista para a Rádio Grenal.
Segundo o dirigente, a reação dentro da CBF foi de espanto com o valor, que atualmente chega a R$ 135 milhões anuais: "A pessoa que foi atrás dessa informação como possibilidade para quando o Tite sair, quase enfartou. E ele não viria por esses 24, teria que dar um a mais. Se fez a conta e viu que não tinha como."
E se Guardiola é um sonho praticamente impossível, alguns nomes já são especulados como substitutos de Tite, que anunciou que deixa o comando da seleção logo após a Copa do Mundo. Nos últimos dias, o nome de Mano Menezes ganhou força. Segundo Novelletto, essa possibilidade sequer foi discutida dentro da entidade às vésperas do Mundial.
"Isso não partiu da CBF, preciso deixar bem claro. A CBF está muito focada na Copa do Mundo. Uma seleção muito forte. As pessoas me perguntam na rua 'Novelletto, vamos trazer o caneco?'. Eu digo que se fosse em pontos corridos, eu assinava um cheque em branco. Mas jogos eliminatórios são complicados. Primeira fase esquece, nós passamos. Agora, daí pra frente, em um dia que seu líder dentro de campo não está bem e o adversário está. É o que aconteceu contra a Bélgica."
