Tite convoca nesta segunda-feira, às 13h, os jogadores da seleção brasileira que buscarão o hexacampeonato na Copa do Mundo no Qatar
A pergunta que sempre aparece no noticiário esportivo em dias de convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo: haverá alguma surpresa na lista final? A resposta sairá a partir das 13h (de Brasília), quando Tite anunciará os 26 nomes que representarão o país no Mundial do Qatar - o ESPN.com.br faz a cobertura em Tempo Real.
No cargo desde meados de 2016, o técnico conseguiu dirigir o Brasil por mais de um ciclo completo e assim consolidou uma base, que deve apresentar pouca ou nenhuma novidade na lista da Copa. Mas, se aparecer algum convocado inesperado, não será algo inédito na história do país.
O ESPN.com.br lembra abaixo alguns dos nomes que surpreenderam nas últimas convocações da seleção brasileira para uma Copa do Mundo. Desde 1998, com Mario Jorge Lobo Zagallo no comando, até o Mundial passado, já com Tite, muita gente foi pega de surpresa com tais jogadores.
E agora, será diferente ou a história continuará a mesma?
1998
Zagallo era o técnico do Brasil após o tetra e fez uma convocação com algumas caras inesperadas antes do Mundial da França. Destaques para Márcio Santos, zagueiro do São Paulo e titular na Copa anterior, mas que não era chamado há mais de um ano, e Giovanni, meia do Barcelona que foi inclusive garantido como titular antes mesmo dos treinos.
No fim, Márcio Santos sequer foi à Copa, cortado por lesão (sua vaga ficou com André Cruz), e Giovanni jogou só 45 minutos na campanha inteira. Outras surpresas ficaram por conta do lateral-direito Zé Carlos, que assumiu o lugar do machucado Flávio Conceição, e Emerson, chamado às pressas para herdar a 11 de Romário, outro lesionado.
2002
Na véspera da convocação para a campanha do penta, Luiz Felipe Scolari disse que tinha 22 dos 23 jogadores muito confirmados em sua cabeça. Faltava a última vaga, que reservou a principal novidade: Kaká, então um jovem em início de carreira no São Paulo.
A disputa pela vaga final na convocação era entre Kaká e Djalminha, que acabou preterido após uma confusão em seu clube, o Deportivo La Coruña. Djalma se desentendeu com o técnico Javier Irureta e o acertou com uma cabeçada, que ajudou a tirá-lo da Copa. Em entrevista à ESPN, o meia lembrou detalhes da sua não ida para o Mundial e o que conversou com Scolari.
2006
Apontada como favorita ao título por praticamente todos os adversários, a seleção brasileira foi à Copa de 2006 com um time cheio de craques, mas que não estavam nas melhores formas físicas. Na lista final, dois nomes mais surpreendentes: Cris e Fred.
O zagueiro ganhou a disputa final com Roque Júnior, que havia sido titular em vários momentos da campanha. Já o atacante foi o escolhido em detrimento a Ricardo Oliveira, que vinha se recuperando de grave lesão no joelho e não conseguiu convencer Carlos Alberto Parreira a tempo. No fim, os dois selecionados amargaram o banco apenas.
2010
Enquanto todos sonhavam com Paulo Henrique Ganso e Neymar, craques do envolvente Santos naquele primeiro semestre, Dunga convocou uma seleção de muitos experientes e praticamente só duas novidades: Kleberson e Grafite.
O volante, pentacampeão do mundo em 2002, havia jogado 4 vezes com Dunga em todo o ciclo, mas vinha de boa fase no Flamengo. O atacante, por sua vez, era artilheiro do Wolfsburg campeão da Bundesliga e ganhou a disputa com Adriano Imperador, mesmo tendo atuado só uma vez com o técnico.
2014
Felipão voltou à seleção e teve a chance de fazer sua segunda convocação para uma Copa do Mundo. Com a base do time campeão da Copa das Confederações de 2013, o técnico praticamente não mexeu na estrutura do time.
A única dúvida parecia na zaga, sobre quem completaria o setor que já tinha Thiago Silva, David Luiz e Dante. O escolhido foi Henrique, que havia atuado com Scolari no Palmeiras. Pior para Miranda, titular do Atlético de Madrid campeão espanhol, mas preterido da lista.
2018
Outra convocação praticamente sem novidades foi a realizada por Tite em 2018. Pelo bom futebol apresentado sob sua gestão, quase não houve discordâncias em relação à lista do técnico. Só um nome chamou atenção: Taison.
Comandado por Tite no Internacional, o atacante do Shakhtar Donetsk ganhou a vaga para compor o sistema ofensivo da seleção. Ganhou chance nos amistosos, mas sequer entrou em campo no Mundial.
