Reserva de Cafu no Mundial da Alemanha, Cicinho saiu em defesa do grupo que caiu nas quartas de final para a França
O ex-jogador Cicinho contou detalhes sobre os bastidores da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006, realizada na Alemanha.
Na época, ele tinha 26 anos e era reserva de Cafu no time comandado por Carlos Alberto Parreira.
Em entrevista ao podcast Rei das Resenha, da Jovem Pan Esportes, o ex-zagueiro defendeu o grupo, que fez uma campanha decepcionante ao cair nas quartas de final para a França. Segundo ele, o clima de festa nos treinamentos atrapalhou o desempenho da equipe.
''Eu não vi zona, não. Vi uma má organização por parte da CBF. Nós não tínhamos tranquilidade para treinar. O problema foi preparação. Todo treinamento tinha 30 mil pessoas, a cidade virou um alvoroço. O Parreira ia dar um treinamento físico, e a torcida começava a vaiar. Ele tinha que mudar o treino e fazer pelo menos chute a gol para a bola pegar na rede e a torcida gritar'', afirmou.
Para ele, ao contrário do que muitos falam, não houve falta de comprometimento.
''Teve comprometimento. É lógico que nós nos empolgávamos com aquilo da torcida. A gente acabava indo para o treino para ver a festa também. A gente não tinha paz, lógico que faltou (organização para blindar a gente)'', admitiu.
No Mundial da Alemanha, Cicinho esteve em campo em duas partidas. Ele foi titular diante do Japão ainda na fase de grupos e reserva contra a França, onde entrou no segundo tempo bem no jogo em que o Brasil foi eliminado.
Durante o bate papo, o ex-jogador revelou ainda que o time reserva era muito superior ao titular durante os treinamentos.
''Vai falar que Ronaldo, Cafu, Roberto, Zé Roberto, Kaká, Adriano, Dida não concentraram? Como que não? Os caras queriam ganhar a Copa do Mundo. Só que a gente não tinha uma identidade. O time reserva massacrava o time titular no treinamento. Se colocasse o time reserva, o Ricardinho voando, o Juninho Pernambucano voando'', disse.
