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Polícia abre novo inquérito para investigar social do São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo, em parceria com o Ministério Público, abriu um novo inquérito para apurar corrupção no São Paulo. Já é a terceira investigação proposta pelo órgão contra o clube.

O inquérito apura possível prática de atos ilícitos na gestão do departamento social do time tricolor. O nome da vez é o conselheiro Antonio Donizete, o Dedé, ex-diretor social.

A informação foi publicada inicialmente pelo colunista Pedro Lopes, do UOL, e confirmada pela ESPN.

Em material recebido pela Polícia, foram denunciadas supostas negociações de joias no clube, com taxas de até R$ 150 mil e possível cobrança de comissão de 20%.

O ex-diretor, porém, negou qualquer prática ilícita e explicou a situação à ESPN.

"Se alguém me liga e quer montar quiosque, eu explico, em nome do São Paulo, como diretor, que tem que pagar de R$ 100 e R$ 150 mil de joia, e paga mais de 10% a 20% do faturamento bruto para o clube nas nossas maquininhas, não nossa de minha, mas em nome do São Paulo, são do clube. Precisa pagar nas nossas maquininhas", disse Dedé.

"Essas franquias grandes não deixam a gente colocar máquina nossa, querem a dele, com controle deles, e eu não aceitava lá, só se fosse do clube. Se não, a gente não tinha controle. Antes, algum concessionário alugava e dizia que não iria pagar porque não teve faturamento. Ou pagava apenas R$ 600 de um faturamento de R$ 60 mil. Peguei o clube com faturamento de R$ 45 mil apenas", continuou.

Ele contou inspirou a cobrança de 20% quando visitou o Atlético-MG, pois se impressionou com a organização, e quis aplicar no São Paulo. Ele viu viés político na denúncia feita à Polícia Civil. "Com certeza fizeram para me prejudicar. Sou há 25 anos o mais votado, o meu partido, no clube. Quem tem intenção de ser presidente agora eu não apoio, aí querem denegrir meu nome", apontou.

A Polícia Civil confirmou a instauração do novo procedimento e colocou a investigação ao lado de outras duas já existentes envolvendo o São Paulo.

Em uma delas, é verificada a operação de camarotes clandestinos em shows no estádio do Morumbi. Em outra, são analisados possíveis desvios envolvendo o presidente Julio Casares.

O São Paulo foi procurado para comentar, mas não respondeu. A reportagem será atualizada caso queira se manifestar.

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