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Casares divide 'recado' que deu a James Rodríguez na Copa América e diz o que São Paulo quer para liberar o meia

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James vai sair do São Paulo? Casares explica acordo e o que faria clube abrir mão do meia: 'Tudo se compensa' (1:54)

O atual mandatário tricolor falou sobre a contratação e negociação das dívidas do jogador com o São Paulo (1:54)

O São Paulo vive um bom momento na temporada e, com a vitória para cima do Grêmio, nesta quarta-feira (17), entrou no G-4 do Brasileirão. Apesar disso, um dos grandes assuntos envolvendo o clube continua sendo James Rodríguez. O jogador, que brilhou com a camisa da Colômbia na Copa América, vive um impasse no Tricolor.

Em quase um ano como jogador do time, ele ainda não conquistou o seu espaço e, mesmo já tendo trabalhado com três treinadores, não caiu nas graças de nenhum deles, atuando em pouco mais de 20 partidas. Além do desempenho ruim dentro de campo, outra questão é a postura dele e, depois de pedir para deixar o São Paulo no início do ano e voltar atrás, a nova polêmica está no fato de que ele vai demorar mais de uma semana para se reapresentar após a disputa com sua seleção.

O presidente tricolor, Julio Casares, concedeu entrevista exclusiva à ESPN nesta quinta-feira (18) e explicou a situação envolvendo o atleta e, em tom crítico, deu um recado para ele.

"A nossa diretoria de futebol já tinha conversado com os representantes do atleta, que logo que acabasse a Copa América, ele teria que se reapresentar na semana seguinte. Então ele vai chegar na segunda ou terça, assim como alguns atletas de clubes coirmãos também. O Ríos, do Palmeiras, só chega no sábado. Foi um ajuste. Ele não iria de forma nenhuma ser escalado esse final de semana. Nem ser relacionado", iniciou.

"A questão de escalação de jogador é da comissão técnica. O que eu sempre digo é que ele é atleta do São Paulo. Se chegar uma proposta, vamos ouvir. Se não tiver, ele deve se reapresentar. Mas deve jogar à critério do técnico. Eu sempre digo que jogador de futebol, para jogar no São Paulo, tem que querer. Ele tem que querer trabalhar no São Paulo. Não é só ser escalado", contou, detalhando o encontro que teve com James nos Estados Unidos, já que era o chefe de delegação do Brasil, que foi adversário da Colômbia ainda na fase de grupos em uma partida que terminou com o atleta como o melhor em campo.

"Eu brinquei com ele 'James, você fez uma partida extraordinária, deve ter treinado bastante para isso. Fazendo assim no São Paulo, você é titular absoluto.' Ele falou que a gente se encontraria na semifinal, falou que futebol é dinâmico, mas foi cortês, porque ele foi me procurar no vestiário. Foi um resultado de 1 a 1 com a Colômbia que todo mundo ficou meio triste por causa do lance do Vinicius Jr., de não marcarem o pênalti. Aí o pessoal veio e falou que ele estava lá para me dar um abraço. Eu fui com muito gosto. Eu gosto muito dele, um grande profissional, um grande cara. Mas é uma questão de foro íntimo do atleta."

"A questão do São Paulo é assim, joga no São Paulo e tem que ter vontade de jogar no São Paulo. Quem escala é técnico. E quem se escala é jogador treinando e trabalhando. Para que ele jogue no São Paulo, ele tem que desempenhar durante o treinamento aqui na Barra Funda e depois sendo escalado pelo técnico. Agora, se não tiver essa ligação, ele tem contrato com o São Paulo. Ou tem alguém que venha e faça uma proposta, ou ele vai ter que lutar por uma posição. Não tem outra saída."

Casarem também normalizou o fato de que o jogador não conseguiu render no São Paulo até agora, dizendo que mesmo assim a contratação trouxe frutos.

"A vinda do James foi importante para colocar o São Paulo em um patamar diferente. Logo em seguida veio o Lucas. Mostrou que o São Paulo está muito atento. Então 'puxa, a diretoria trouxe o James, ele foi o melhor jogador da Copa América'. Então nós contratamos certo. Se ele não desempenhou aqui, é uma outra questão. É o risco do futebol. Tivemos exemplos de jogadores, como o Falcão, Rei de Roma, um grande jogador, e não conseguiu fazer grandes atuações. Na decisão contra a Portuguesa ele estava no banco de reservas. O Márcio Araújo era titular. Existe essa composição. Nós contratamos certo. Mas agora, a vinda dele propiciou o Lucas, colocou o São Paulo em uma prateleira diferente."

Por fim, o presidente detalhou a dívida que tem com ele e impôs condições para ouvir propostas e poder negociá-lo: "Mas porque nós fizemos um acordo com ele? Ele tinha luvas. Luvas teoricamente é o seguinte: o jogador veio, ele não está conseguindo jogar, eu vou fatiar isso em um acordo. E estamos pagando em dia. Mas se vier uma proposta que contemple esse pagamento que ainda devemos para ele, e contemple mais alguma despesa que a gente terá no futuro com o jogador, nós podemos conversar. Tudo se compensa. Eu vou deixar de gastar, posso gastar em outro atleta, e vou talvez eliminar essa pendência. Tudo é negociação. Agora, como não temos nada, a não ser hipótese, ele é jogador do São Paulo, deve se reapresentar como um grande funcionário que é e vamos avaliar essa questão. Mas tem que estar com vontade de jogar aqui. É aquela velha máxima, ninguém é maior que o São Paulo. Nem presidente, nem dirigente, jogador, porteiro. O São Paulo é uma instituição acima de qualquer valor ético e moral de pessoa física. É uma instituição que formou uma marca e uma história. E não é um atleta que não conseguiu ainda jogar, e que pode conseguir, que possa mudar essa verdade verdadeira."

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