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Por que Ceni encara São Paulo na final da Sul-Americana como 'algo atípico' e é claro sobre postura que quer do time na decisão

Vitorioso enquanto jogador do São Paulo, ex-goleiro tem a chance de conquistar o seu primeiro título como treinador do clube


No próximo sábado (1), a partir das 17h (de Brasília), o São Paulo encara o Independiente Del Valle (EQU) na decisão da Copa Sul-Americana, no Estádio Mario Kempes, em Córdoba (ARG), e tem a chance de voltar a conquistar o título internacional uma década após a sua última conquista, em 2012.

Campeão ainda como atleta naquela ocasião, Rogério Ceni terá a chance de faturar a sua primeira conquista sob o comando do Tricolor, em uma temporada que o São Paulo também chegou à final do Paulista e à semifinal da Copa do Brasil. E para o ex-arqueiro, a chance de poder levantar um título de tamanha importância não era esperada nem por ele próprio.

Na chegada ao hotel em Córdoba, o comandante do São Paulo concedeu entrevista e ressaltou os méritos de sua equipe para chegar até a decisão da Sul-Americana. Ceni também foi sincero sobre se esperava que o Tricolor pudesse chegar tão longe na competição.

"Final não vejo como pressão e sim como mérito. Se chegamos aqui é que temos condição. Vamos pegar uma equipe técnica, com muitas virtudes, defeitos. Tentar explorar. Vamos tentar de tudo. Sei o quanto é importante. Não significa que vamos estar sempre em finais. Acho essa final atípica e inesperada. Mas mudaria bastante a história do clube. Há 10 anos o São Paulo não chegava dessa forma", começou por dizer.

"Não vejo pressão, juro, sabendo da história do São Paulo. Vejo como oportunidade. Vejo o grupo tranquilo, confiante. Tentamos passar coisas do Del Valle, amanhã (quinta-feira) mais vídeos. Tentando levar o maior número de informações. É um sistema de jogo que te atrai e não tiver concentrado a gente acaba sofrendo transições", complementou.

Antes de embarcar para a sede da final, o treinador também participou de um podcast para o canal oficial da Sul-Americana, no Youtube, e revelou que, no início da temporada, achava 'muito difícil' que o São Paulo tivesse um fim de temporada com resultados expressivos como os que conquistou.

"Eu achava muito difícil, a nossa previsão no começo, fizemos mais uma previsão de Campeonato Brasileiro, de se dedicar no Brasileiro e tentar chegar a uma vaga direta na Libertadores. Se essa vaga vier como um título, pela Sul-Americana, é um título, é um título importante, que te dá direito a jogar uma Recopa no próximo ano. Seria melhor do que vir de um 4° lugar no Brasileiro. Agora, eu falo que as copas são ilusórias e são riscos. Você está a 90 minutos do sucesso ou a 90 minutos do fracasso. Uma vitória significa um ano de sucesso, com o maior título dos últimos 10 anos que o clube conquista. Uma derrota significa que você fracassou no planejamento geral do ano, apesar de ainda ter chances de chegar a uma pré-Libertadores pelo Brasileiro. Nós jogamos o nosso 2023 em 90 minutos, o nosso planejamento todo naqueles 90 minutos", disse, antes de concluir.

"Por isso temos que ser mais atentos, dar menos oportunidade do que a gente vem dando aos adversários, acho que até a gente vem construindo muito bem contra os adversários, sempre finalizando muito no gol, tendo muitas oportunidades, não cedendo tantas, mas, infelizmente, não consegue o resultado."