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Ida de Soteldo ao Flu leva Santos à Justiça por coação e dívida de mais de R$ 4 milhões

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Negociação de Soteldo com o Fluminense faz Santos acionar a Justiça por coação e dívida milionária; Entenda (1:10)

O Santos foi acionado na Justiça pela Secasports por conta da transferência de Yeferson Soteldo ao Fluminense, no ano passado (1:10)

O Santos foi acionado na Justiça pela Secasports por conta da transferência de Yeferson Soteldo ao Fluminense, no ano passado.

A empresa alega que foi coagida pelo clube a abrir mão de valores a receber do Santos para que o clube liberasse a ida de Soteldo ao Flu, o que geraria um prejuízo econômico.

De acordo com a Secasport, já existia uma dívida de R$ 515 mil que era discutida na CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas). Além disso, o clube ainda tinha outro débito, de algumas parcelas em uma comissão de R$ 3,8 milhões. Foi quando pintou a oportunidade de o atleta se transferir ao Fluminense.

Segundo a Secasport, "o Santos impôs uma condição irredutível para liberar o jogador: a empresa deveria outorgar quitação plena e renunciar à integralidade dos créditos discutidos na CRND, bem como os valores remanescentes do distrato (R$ 960 mil)".

Essa exigência gerou o seguinte: ou a Secasport renunciava a todos os seu créditos legítimos, ou o Santos não autorizaria a ida de Soteldo ao Fluminense, o que geraria um prejuízo ainda maior à empresa. Pressionada, e em "posição de vulnerabilidade econômica", segundo disse à Justiça, a Secasport apontou que precisou ceder.

Mesmo assim, a empresa alegou que o Santos, "demonstrando má-fé, mesmo após se beneficiar da renúncia forçada, descumpriu uma nova obrigação que nasceu desse contexto". O clube não repassou 5% do valor da transferência de Soteldo ao Flu, conforme verbalmente acordado.

Para a empresa, o negócio foi usado como isca e instrumento de pressão para que o Santos se livrasse de dívidas passadas. A Secasport chamou o episódio de "coação", pois realizou um negócio que, sob ameaça, em circunstâncias normais, não celebraria.

Soteldo foi vendido ao Fluminense em junho do ano passado por US$ 5 milhões (cerca de R$ 30 milhões).

A empresa cobra que o Santos seja condenado a pagar os R$ 515 mil que eram discutidos na CNRD, mais R$ 2,2 milhões de uma dívida de intermediações passadas, 5% da transferência de Soteldo ao Fluminense, danos morais, honorários e custas processuais. A Secasport quer o arresto de bens do clube para garantir o pagamento do débito.

O Santos foi procurado para comentar, mas não respondeu até a publicação. A reportagem será atualizada caso o time alvinegro queira se manifestar.