Neymar não foi brilhante em seu primeiro jogo como titular na volta ao Santos, no empate em 0 a 0 com o Novorizontino, mesmo assim acabou sendo o jogador mais perseguido pelos marcadores adversários. Foi o mesmo que já havia acontecido em sua reestreia contra o Botafogo-SP.
Nas duas partidas, nas quais somou 120 minutos em campo, Neymar sofreu nove faltas. É o mesmo que dizer que ele recebeu uma a cada 13,3 minutos, marca que nenhum outro jogador que tenha atuado ao menos 100 minutos no Paulistão tem até aqui, segundo números do Trumedia.
O atleta que mais se aproxima dessa marca de Neymar no banco de dados da ESPN é Bernardo, da Inter de Limeira, que soma 104 minutos em campo e seis faltas sofridas, uma a cada 17,3 minutos.
Em números absolutos, o jogador que mais sofreu faltas no Campeonato Paulista é Carlão, do Noroeste, com 21. Ele tem, porém, 720 minutos em oito jogos até aqui. Média de uma falta a cada 34,3 minutos.
Tanto contra Botafogo, como contra Novorizontino, Neymar foi o nome do Santos que mais sofreu faltas. Contra o time de Ribeirão Preto, mesmo entrando apenas no segundo tempo, o camisa 10 recebeu cinco das 15 faltas dos rivais, uma a mais que Soteldo – que jogou 77 minutos.
Já o Novorizontino fez 13 faltas neste domingo (8), sendo quatro em Neymar. Em seguida, apareceram Guilherme e Leo Godoy, com duas cada – Thomas Rincón, Zé Ivaldo e Tiquinho sofreram as outras.
A “caça” a Neymar ainda não chega a ser uma preocupação no Santos, mas a condição física geral do astro, sim, já que ele retorna de longo período de inatividade após grave lesão no joelho esquerdo.
De olho no clássico contra o Corinthians, que acontece na Neo Química Arena na próxima quarta-feira (12), o técnico Pedro Caixinha falou em “ter cuidados” com Neymar “pelo bem do futebol brasileiro”.
“Estamos trabalhando isso (recuperar ritmo de jogo) diretamente com ele e o estafe dele, que se juntou a nós. Um jogador com a qualidade e experiência que ele tem se conhece bem. O compromisso que temos é que a gente não pode ir até um limite que quebre, então temos que ser muito cuidadosos. Para o bem do futebol brasileiro em geral. São dois anos, muito tempo sem esse ritmo”, disse.
“Uma sequência muito curta, primeiro de quatro dias [entre os jogos], agora de três dias. Vamos analisar, avaliar e ponderar em conjunto o que temos que fazer. Ele como ser humano quer jogar e ganhar, é um competidor nato. Mas é um momento muito importante para a sequência e o crescimento dele. Temos que tomar essa decisão com base em dados, com base no que ele sente”, completou.
Próximos jogos do Santos:
Corinthians (F): 12/02, 21h35 (de Brasília) - Paulistão
Água Santa (C): 16/02, 20h30 (de Brasília) - Paulistão
