<
>

Carille é apresentado no Santos, explica polêmica saída de time japonês e planos para 2024

play
Carille elogia Paulistão e encara como bom preparativo para Série B: 'Vamos entrar pensando em coisas grandes' (1:33)

Técnico brasileiro de 50 anos assume o Peixe após mais de um ano no V-Varen Nagasaki do Japão (1:33)

O Santos apresentou nesta quarta-feira (20) o técnico Fábio Carille. No entanto, ainda tem uma pendência a resolver: o pagamento da multa ao V-Varen Nagasaki, equipe japonesa que renovou dias atrás o contrato do treinador para 2024 e que garantiu não ter recebido qualquer proposta do clube paulista para a rescisão do vínculo assinado.

Durante a coletiva de apresentação, Carille falou sobre a saída do clube japonês e deixou as pendências burocráticas e financeiras para a diretoria do Peixe e seu empresário resolverem.

“Nessa mesma nota que saiu fala que eu comuniquei na terça-feira de manhã lá no Japão. Falei com o diretor Takemura, falei com o senhor Akito, passei sobre a minha decisão, tentaram reverter me oferecendo um contrato de mais dois anos, mas havia tomado minha decisão. Em relação a minha saída de lá, eu estava de férias até ontem, quem está cuidando disso é o Marcelo e o Paulo Pitombeira. Não sei para qual caminho está indo”, contou.

Motivos que o levaram a escolher o Santos e planos para 2024

Com passagem pelo clube da Baixada Santista entre 2021 e 2022, Carille contou sobre os motivos que o fizeram romper o contrato renovado no Japão e decidir pela volta ao Peixe.

“Primeiro, essa camisa. É uma camisa grandiosa, nem precisa falar. Histórica. Segundo, por quanto eu me senti tão bem aqui, saí muito chateado. As conversas com o presidente e com o Gallo sobre o futuro, isso foi me dando mais força. Realmente, o Japão é uma tranquilidade, é um absurdo, tinha o sonho de viver aquela cultura. Quando eu recebo a proposta, falei muito com o Zico, ele só elogiou e me deu forças para aceitar. Poderia ir para o Qatar, mas quando entrou o Japão, houve as reuniões, deixei o Qatar de lado e fui viver o que queria. Primeiro é a grandeza dessa camisa, depois por ter me sentido bem aqui e terceiro pelas reuniões”, disse, antes de relatar os planos que tem para 2024 no Santos.

“Temos a Série B e o Campeonato Paulista, que é um campeonato gostoso, que te dá preparação. É um Estadual que te valoriza e te prepara. Começamos ontem a falar sobre grupo, ainda é cedo. Saímos daqui ontem às 20h depois de discutir e conversar sobre formas de jogo. Ainda é cedo, mas pode ter certeza de que será um bom time e terá a organização como minha responsabilidade."

Chegadas e partidas

Com a Série B à vista, o Santos terá que tomar decisões sobre chegadas e saídas. Com alguns atletas possuindo alto salário, o Peixe terá que reformular o elenco, e Carille já participa ativamente do processo, mas não vê as ações com pressa, procurando ser assertivo.

“Te respondo da mesma forma. Ainda é cedo. Para pensar em saídas temos que pensar em chegadas. Ainda é cedo para falar de grupo, claro que ontem as conversas foram boas com o Gallo. Nos próximos dias teremos definições. Sobre a comissão, eu posso falar do Leandro, meu auxiliar, do Denis, analista, e do Cesar, que foi meu preparador físico."

“Penso que até pelo ano do Santos não pode ter um elenco inchado. A princípio são 52 partidas. Tive a experiência de fazer 45 jogos no Japão. Vamos treinar e deixar tudo definido. Estou aqui em Santos sem pressa nenhuma de ir para Sertãozinho. A gente tem conversado sobre tudo”, completou.