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Aguirre diz que derrota foi 'feia, incômoda e triste', mas descarta deixar o Santos: 'Sabia da situação quando assumi'

O Santos foi derrotado pelo Cruzeiro por 3 a 0, em plena Vila Belmiro, e se afundou ainda mais na zona de rebaixamento do Brasileirão. Após a partida, o técnico Diego Aguirre tentou encontrar explicações para um novo revés. Na sua visão, o primeiro gol dos visitantes, que saiu em um lance de bola parada, foi decisivo para o placar.

"É difícil falar coisas positivas quando sofremos uma derrota em casa que não esperávamos. Não é o momento de falar de coisa positiva. Vamos falar de coisas negativas. Todos vimos que nós pecamos muito na bola parada. O gol pesou muito. É uma coisa que temos trabalhado muito e sofremos esse gol que virou o jogo. Até então estava difícil, mas não estávamos com muitos problemas. Sentimos. O Cruzeiro mereceu”, analisou.

O comandante admitiu que o elenco do Santos ficou abalado com o revés, mas também assumiu a culpa: "O vestiário está mal. Estamos com a expectativa de outro jogo. O vestiário sentiu a derrota. Tem que ser assim. Os jogadores são os que mais sofre, talvez", contou.

"A responsabilidade é da comissão e dos jogadores, óbvio, é de todos. Não tem um único culpado. Quando você ganha talvez tem alguns merecimentos. Na hora da derrota, a comissão tem responsabilidade, muita, claro. Temos que assumir. Não temos problema em reconhecer que as coisas não estão como queremos. Hoje não conseguimos. Tomamos o gol e tudo ficou mais difícil."

Risco de demissão?

Aguirre ainda refutou qualquer chance de pedir demissão do comando do Santos. Até o momento, ele soma cinco jogos, com quatro derrotas e uma vitória.

"Não penso nessas coisas. Estou acostumado a trabalhar em times grandes e com pressão. É um desafio muito importante. Sabia da situação quando assumi. Peguei essa responsabilidade. Não estamos conseguindo tirar. É uma situação feia, incomoda, triste. Mas temos que tentar ganhar o próximo jogo. Rendimentos como o jogo de hoje deixam uma situação muito feia. Estamos trabalhando muito. Tentando dar o melhor de nós para poder sair dessa situação. A única coisa que estou pensando é no jogo de segunda. Não posso pensar em outra coisa. Não passa sair do Santos nesse momento."

Por fim, o técnico disse que é crucial buscar uma vitória no próximo jogo, contra o Bahia, para alcançar uma virada na temporada: "Para acreditar na virada, temos que buscar uma vitória. Entendemos que a torcida está sofrendo também. A única coisa que podemos fazer é ganhar o próximo jogo. Não tem outra coisa. Temos que ganhar. Essa tem que ser a mentalidade. Vamos trabalhar para tentar ganhar o próximo jogo. Não dá pra pensar em outra coisa ou imaginar situações. Os jogadores estão preocupados e querem uma vitória que não estamos conseguindo."

Com o revés para o Cruzeiro, o Alvinegro Praiano amargou a sua terceira derrota seguida na temporada. Assim, o time segue na 17ª colocação da liga, com 21 pontos, quatro a menos que o Goiás, que é o primeiro time fora da zona do rebaixamento.

O Santos volta a campo agora na segunda-feira (18), quando encara o Bahia, fora de casa, em mais um confronto direto. A bola rola no gramado da Fonte Nova, em Salvador (BA), a partir das 20 horas (de Brasília).

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