Companheiro de Neymar no Paris Saint-Germain, o zagueiro Marquinhos concedeu coletiva nesta quinta-feira (15), em Barcelona, na Espanha, pela seleção brasileira e respondeu sobre o futuro do camisa 10 para a próxima temporada.
Mais uma vez ausente na convocação do técnico Ramon Menezes por conta de uma lesão no tornozelo direito, Neymar vem tendo uma possível saída do PSG novamente especulada, e Marquinhos, que convive no dia a dia com o astro, de fato não cravou a sua permanência na capital francesa.
O defensor também foi questionado sobre os protestos feitos pela torcida do PSG em frente à casa de Neymar, no início de maio, e destacou a força mental do atacante para passar por este tipo de situação.
"Qualquer jogador ficaria chateado (protestos em casa). Se tivesse acontecido comigo, eu estaria igual. Ele é um cara mentalmente muito forte, por tudo o que ele já passou na vida dele. Ele segue trilhando o caminho, fazendo o nome dele e tendo as estatísticas que tem. As coisas acontecem e ele sempre continua trabalhando e voltando ainda mais forte. Ele está com essa vontade de mostrar cada vez mais. Ele sempre de tudo que ele ainda pode entregar e dar para o futebol. Hoje ele está focado no futebol, tranquilamente tentando voltar. Depois também não sei o que será da vida dele. No mercado sabemos que se fala muito, de um lado e de outro, e como estou longe prefiro ter cautela para falar se deve ficar ou não. Cabe também muito a escolha e a privacidade de cada um. Como companheiro, amigo, sendo egoísta, quero que fique comigo no PSG, porque é um grande jogador e amigo. A gente quer estar do lado dessas grandes feras", disse.
Em relação a um possível retorno de Neymar à Amarelinha, algo que ainda não aconteceu desde a eliminação para a Croácia, nas quartas de final da Copa do Mundo do Qatar, no fim do ano passado, Marquinhos afirmou que acredita que o camisa 10 ainda pode disputar mais um Mundial na carreira.
"Eu confio 100% que ele pode dar muito para a seleção ainda. Como amigo, até mesmo pós-Copa, falei com ele. Eu incentivo ele muito a voltar e continuar na seleção. Penso também que é uma vontade que ele tem. Primeiro ele está focado na recuperação, porque é uma recuperação longa e difícil. Ele está passando por um momento de recuperação. Depois sim, creio que a seleção brasileira é excelência. Quando ele voltar ao alto nível e vendo que ele pode dar tudo aquilo que ele tem para a seleção, ele vai vir com o maior prazer. Como amigo eu sempre estarei puxando a orelha dele para ele voltar. A gente sabe faz muito bem para a seleção brasileira ter um jogador como ele, onde tantos jogadores se espelham nele e em tudo aquilo que ele fez no futebol mundial e nacional. Vai ser muito bom que ele volte e faça parte desse novo ciclo. Ele estará em uma idade boa para jogar uma Copa do Mundo ainda e é simplesmente uma questão de motivação, de ele estar bem para que ele possa voltar para a seleção brasileira o mais rápido possível", finalizou.
No próximo sábado (17), a partir das 16h30 (de Brasília), no Estádio Cornellà-El Prat, em Barcelona, o Brasil encara Guiné em amistoso. Já na terça (20), no Estádio José Alvalade, em Lisboa, Portugal, a partir das 16h, o adversário será Senegal.
