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Muricy explica jogo de cintura que teve ao dirigir Neymar e ataca quem o persegue no PSG: 'Francês só gosta do Mbappé também'

Observado por Neymar, Muricy Ramalho concede entrevista no Mundial de Clubes em 2011 Kazuhiro Nogi / Getty Images

Muricy foi técnico de Neymar durante era vitoriosa no Santos


Técnico do Santos entre 2011 e 2013, Muricy Ramalho, hoje coordenador técnico do São Paulo, relembrou dos tempos em que comandou Neymar na era vitoriosa do Peixe, campeão da Conmebol Libertadores, Recopa e Campeonato Paulista.

Na época, o então jovem Neymar já tinha status de celebridade mesmo em solo brasileiro.

"Neymar tinha muito assim de fazer comerciais. Eu chamei demais o pai dele na época e a gente se deu muito bem. 'É o seguinte, não tem problema, pode fazer o comercial que quiser, mas não pode prejudicar o treinamento dele aqui'. E nos adaptamos legal, Neymar vinha fazer os comerciais em São Paulo e não acontecia nada. É ter cintura, saber reconhecer isso, o esforço do cara. O Neymar, que as pessoas conhecem muito pouco. Sucesso incomoda um pouco aqui no Brasil. Neymar era o primeiro que chegava, último que saia, melhor preparo físico, tratava todo mundo super bem. Aí de repente o cara pede uma coisa para você e tudo bem, porque ele está merecendo", disse Muricy, ao canal do YouTube "Benja Me Mucho".

Muricy ainda falou sobre as críticas que o camisa 10 recebe até hoje no PSG principalmente por seu extra-campo. Recentemente, a imprensa francesa classificou a contratação de Neymar como um "fracasso".

"Não concordo, de jeito nenhum. Eles (franceses) são meio chatos também, não gostam de ninguém. Só gostam do Mbappé também. Francês não gosta de estrangeiro. Para o francês ninguém serve. Estão cheios de marra, agora na final. Dizer que o Neymar é fracasso sabe muito pouco de futebol. Onde ele foi, ele fez", analisou Muricy.