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Como músicas de Paul McCartney e dos Beatles embalam torcidas de Manchester City e Liverpool

No próximo sábado (16), as partir das 21h15 (horário de Brasília), o Maracanã abre as portas para o último show no Brasil da turnê 'Got Back', de Paul McCartney, com transmissão ao vivo do Disney+ e Star+.

A apresentação marcará o retorno do ex-Beatle ao templo do futebol, esporte cuja influência do lendário grupo ultrapassa gerações pelas arquibancadas mundo afora, principalmente quando se trata de dois gigantes da Inglaterra.

Quem acompanha os jogos do Manchester City na Premier League já se acostumou a ouvir o coro uníssono do refrão que eternizou 'Hey Jude', composta por Paul McCartney e um dos maiores sucessos da história dos Beatles. A simpatia pela música, no entanto, não é nova entre os Citizens.

Antes de ser comprado por um grupo de investidores dos Emirados Árabes e se tornar uma das maiores potências globais, o City viveu um hiato de títulos, com direito a rebaixamento à terceira divisão. A última conquista havia sido em 1968, ano de lançamento de 'Hey Jude', que embalou a trajetória rumo ao bicampeonato nacional da equipe naquela temporada. Três meses após o título inglês, a canção chegou ao topo do ranking entre as mais ouvidas do Reino Unido.

Em 2012, na temporada que deu fim ao jejum dos Citizens com a conquista da Premier League, a torcida voltou a cantar a icônica canção, que nunca mais deixou de ser ecoada como um hino pelo lado azul de Manchester.

Se até os rivais cederam ao encanto dos 'Fab Four', na terra natal dos Beatles não foi diferente. Um ano depois do lançamento da icônica 'She Loves You', composta por Paul McCartney e John Lennon, a melodia empurrou o Liverpool na campanha do título inglês de 1964, sendo entoada desde então na trilha da torcida em Anfield.

Mais de 33 anos após o show histórico que reuniu 184 mil pessoas em duas apresentações no Rio de Janeiro em 1990, será a vez das arquibancadas do Maracanã voltarem a sentir a atmosfera arquitetada por um dos maiores músicos de todos os tempos.

Como um fio condutor na simbiose entre torcida e jogador, Paul McCartney retorna ao templo sagrado do futebol, esporte que, mesmo com uma relação discreta com os Beatles, aprendeu a fazer de suas canções um combustível para imortalizar momentos históricos dentro e fora dos gramados.