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'Em casa' no Newcastle, Bruno Guimarães tenta 'se vingar' do United: 'Foi um baque'

Bruno Guimarães chegou ao Newcastle há pouco mais de um ano, mas já se sente em casa. O meia, contratado por 52 milhões de euros (R$ 285,67 milhões), não sentiu o peso de custar tanto dinheiro para um time que convivia ano após ano com as últimas posições da tabela. Graças ao brasileiro, e também outros reforços, esse cenário mudou.

O Newcastle atualmente é o 5º colocado da Premier League, dois pontos abaixo do Tottenham, e tem dois jogos a menos. Ou seja, está muito vivo na briga por uma vaga na próxima Champions League. Isso já é mais do que suficiente para Bruno ser idolatrado pela torcida.

"Desde quando eu assinei, ficaram malucos. Sou o quarto brasileiro da história do clube. O carinho que eu tive aqui, só tive no Athletico-PR. Aqui eu não ganhei nada e eles têm um carinho enorme. Acho que quando eu ganhar alguma coisa, vai ter um espacinho para mim do lado da estátua do Alan Shearer", brincou ele, lembrando o ex-atacante que é considerado o maior ídolo da história do Newcastle, em entrevista exclusiva à ESPN.

Bruno Guimarães tem tanta moral no time, que durante as brincadeiras com companheiros, já até "rebatizou" alguns deles: "O Willock virou o 'Willockinho'. É um jovem, joga em várias funções, tem qualidade técnica. Ele é o Willockinho. Ele gosta de brasileiros. Tem o Botman, que para mim é Batman. Tem esses dois que eu me lembro agora. Eles me chamam de Bruno, com respeito."

Realizado e eleito o melhor jogador do norte da Inglaterra, Bruno Guimarães só não fica ainda mais à vontade por causa do clima inglês, em que o frio predomina na maior parte do ano.

"[É complicado] Ainda mais para um carioca. Se eu pudesse mudar algo seria o tempo. Mas todos me adotaram muito bem aqui. Às vezes eu fico até com vergonha, todos me chamam, até almoçando com a família. É um carinho maravilhoso. É um assédio muito grande."

E por pouco essa relação de amor com os colegas e também com a torcida não ficou ainda mais próxima. No mês de fevereiro, o time disputou a final da Copa da Liga Inglesa contra o Manchester United, mas acabou derrotado por 2 a 0. Frustrante, segundo o jogador.

"Quando você chega numa final, você coloca na sua cabeça que vai ganhar. Ninguém pensa que vai perder. Isso machuca, é difícil. E é no meio da temporada, na briga pela vaga na Champions. Foi um baque. A gente acreditava que era possível. Vimos a festa da torcida, a forma como estávamos atuando, ficamos invictos por 18 partidas. O Newcastle estava há muitos anos sem ir à uma final, mas, com novo dono, investimento, temos que voltar a nos acostumar com isso. Eles são ambiciosos e é esse perfil que procuramos. Isso mostra que estamos no caminho certo."

Neste domingo, o Newcastle tem a chance de se "vingar", já que enfrenta o Manchester United pela Premier League, em duelo com transmissão pela ESPN no Star+, e tem a chance de encaminhar a vaga em uma competição continental na próxima temporada.

"Quando nós passamos para a final, eu tomei um cartão vermelho. Eu fiquei três jogos suspenso na Premier League e nós focamos toda nossa atenção na final. Foram três partidas que nós empatamos e poderíamos ter ido melhor. Perdemos um pouco de ponto. Logo depois da final, pegamos o City fora de casa. Mas colocamos a cabeça no lugar, voltamos a vencer. Estamos em quinto, com duas partidas a menos. E temos chance de sonhar grandes coisas aqui. Por tudo o que a gente fez, de estarmos no G-4 ou no G-5 por muito tempo, se não formos à nenhuma competição europeia, seria decepcionante. Vamos tentar ir à Champions League, até pelo aspecto financeiro do clube."

'A maior amizade que encontrei no futebol'

Apesar de Bruno Guimarães se dar bem com todos os seus companheiros, é um jogador rival em que ele mais se identifica. Lucas Paquetá, com quem jogou junto no Lyon e também na seleção brasileira.

"O Paquetá é meu irmão. Nós nos falamos até hoje, a gente joga no computador quase todos os dias. Vou à casa dele quando vou a Londres. Acho que foi a maior amizade que encontrei no futebol. Sei que a temporada no West Ham está sendo difícil, não esperava, até por que eles estiveram em sétimo no último ano. Espero que não briguem contra o rebaixamento. Passei por isso aqui e cada partida é uma guerra. Espero que se recuperem e não passem por isso."