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Barros admite que Abel Ferreira ficou perto de deixar Palmeiras: 'Ele assumiu um compromisso'

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No Bola da Vez, Barros admite que Abel Ferreira 'assumiu compromisso' com Al Sadd e ficou perto de deixar Palmeiras (1:11)

Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, é o convidado do Bola da Vez desta semana (1:11)

Diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros é o convidado do Bola da Vez deste sábado (28), às 20h (de Brasília), com transmissão do plano premium do Disney+.

Entre os diversos temas do dia-a-dia e bastidores alviverdes abordados na entrevista, o dirigente admitiu queo técnico Abel Ferreira realmente ficou perto de deixar o clube alviverde em 2024.

"(Abel) Já (esteve perto de sair do Palmeiras). Teve um momento, quando houve a possibilidade do clube catari (negociação com o Al Sadd, do Qatar), mas ele próprio recuou", contou Barros.

O caso citado por Barros aconteceu em 2024 e, em maio daquele ano, o time do Oriente Médio chegou a acionar Abel Ferreira na Fifa, pedindo compensação de 5 milhões de euros por um pré-contato que o português teria assinado com a equipe e não cumprido ao renovar com o Palmeiras.

Em agosto de 2025, o Palmeiras chegou a um acordo com o clube do Qatar, encerrando a disputa que tramitava na Player's Status Chamber da Fifa.

"Isso que ele sempre me disse, disse antes de tudo acontecer e que nós precisávamos resolver isso. Não é fácil ter apenas um treinador neste período. Ele assumiu um compromisso sim com o clube qatari e por isso fizemos um acordo", complementou o dirigente palestrino, no Bola da Vez.

Forte defesa contra denúncia do STJD

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3:14
'O que é mais grave?': Barros reconhece que Abel precisa 'corrigir comportamento', mas o defende após denúncia do STJD

Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, é o convidado do Bola da Vez desta semana

Anderson Barros também usou a entrevista para fazer uma forte defesa de Abel em relação a mais uma denúncia no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), agora pela expulsão contra o São Paulo.

"O Abel é um treinador extremamente jovem, com uma capacidade fora dos padrões normais, mas um cara extremamente sanguíneo, principalmente à beira do campo. Há alguns dias, houve uma denúncia do STJD. E eu me questiono. Existe uma falta grande quando ele é expulso, como foi contra o São Paulo. Ele é uma liderança para os atletas. Já é uma punição. Quando o STJD dá uma outra conotação, não é só arbitragem", iniciou Barros, questionando a postura também de dirigentes fora das quatro linhas.

"O que é mais grave: uma instituição publicar dados do árbitro, um clube dizer que um árbitro não vai apitar mais jogos daquele time, um diretor apontar erros passados de um árbitro, essas ações não são mais graves?", questionou.

"Um técnico toma uma atitude, é punido, tenho certeza que o que acontece nos bastidores é mais grave. Ele tem a consciência que precisa corrigir o comportamento. Mas, fora do campo, ele doa os royalties dos livros, participa de ações. Contra o São Paulo, ele usou as meias pela campanha da Síndrome de Down. O todo é mais importante, os comportamentos pré-definidos são mais complexos", salientou.

Além da suspensão que será cumprida contra o Grêmio, no Campeonato Brasileiro, Abel foi enquadrado no artigo 258 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva), que prevê punição para quem "assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada". A pena pode ir de um a seis jogos de suspensão. A data do julgamento ainda não foi confirmada.

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