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Como Palmeiras faturou mais de R$ 1,2 bilhão em 2024, recorde que ajuda em busca por Vitor Roque

O Palmeiras fechou 2024 com a maior receita de sua história, faturando mais de R$ 1,2 bilhão. O clube se torna apenas o terceiro no país a cruzar a marca bilionária em uma temporada, após Flamengo e Corinthians. Além disso, a equipe alviverde teve superávit de quase R$ 198,2 milhões.

Os números são bem superiores ao que havia sido previsto em orçamento para o ano.

A meta de receitas, por exemplo, era de R$ 820,6 milhões, e o superávit de apenas R$ 17,8 milhões.

O Palmeiras superou sua previsão em quase todas as linhas de receita, mas algumas chamam mais atenção e ajudam a explicar o recorde. Com a negociação de atletas, por exemplo, o clube esperava R$ 235 milhões, mas faturou quase o dobro, R$ 440,3 milhões.

Revelações da base, Endrick (ao Real Madrid), Estevão (ao Chelsea) e Luis Guilherme (West Ham) foram alguns dos que “puxaram” esse número expressivo com negociações.

É um dinheiro, inclusive, que o Palmeiras agora busca reinvestir em seu elenco, o que explica contratações mais caras já fechadas, como Paulinho (comprado por cerca de R$ 115 milhões junto ao Atlético-MG) e Facundo Torres (R$ 85 milhões junto ao Orlando City).

Vitor Roque, com quem o clube chegou a um acordo com o Barcelona em negócio de 25 milhões de euros (R$ 150 milhões) e agora tenta destravar imbróglio burocrático com LALIGA, é outra possível contratação que se tornou possível por essa arrecadação.

Outra receita que não estava prevista veio do Allianz Parque, dinheiro que aparece no demonstrativo como "rendas diversas". Nessa linha, o orçamento previa R$ 40 milhões, mas foram R$ 155,9 milhões, boa parte de acordo com a WTorre, que encerrou uma longa briga pelo estádio.

O dinheiro recebido com publicidade e patrocínio também ficou um pouco acima do previsto, com R$ 142,9 milhões (contra R$ 126,2 milhões orçados). Em premiações, em temporada que o Palmeiras foi campeão paulista, foram R$ 63,3 milhões em receitas (a previsão era R$ 47 milhões).

Com direitos de transmissão, o Palmeiras recebeu R$ 170,8 milhões em 2024 (eram R$ 174,2 milhões orçados) e, com arrecadação de jogos, R$ 52,8 milhões (R$ 47,1 milhões era a previsão).

Os recordes anteriores do Palmeiras, tanto em faturamento, quanto em superávit, haviam sido registrados em 2021: R$ 910 milhões de receita, R$ 123 milhões de resultado positivo.

Marketing se destaca

As receitas oriundas do departamento de marketing do Palmeiras cresceram 64% na gestão da presidente Leila Pereira: de R$ 153,9 milhões em 2021 para R$ 253,6 milhões em 2024.

O crescimento mais expressivo ocorreu com a receita do programa de sócio-torcedor Avanti, que saltou de R$ 18,7 milhões em 2021 para R$ 74,1 milhões em 2024.

Cabe a ressalva, obviamente, de que o programa foi impactado pela pandemia em 2020 e 2021. Contudo, o aumento segue sendo considerável se a comparação for com 2019, ano anterior à pandemia, quando o Avanti gerou a receita de R$ 46 milhões - ou seja, em 2024, o foram gerados R$ 28,1 milhões a mais do que em 2019.

A área de licenciamento também teve um crescimento relevante, saltando de R$ 14,4 milhões em 2021 para R$ 36,6 milhões em 2024 – aumento de 154%.

Já em publicidade e patrocínio, o crescimento foi de 18,2% - saiu de R$ 120,8 milhões em 2021 para R$ 142,9 milhões em 2024.

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