A Real Arenas, empresa criada pela WTorre para administrar o Allianz Parque, a casa do Palmeiras, tem dívidas atrasadas de quase R$ 70 milhões com o governo federal.
São 154 cobranças que totalizam R$ 43,2 milhões em débitos tributários e outros R$ 26,5 milhões em obrigações previdenciárias.
O valor total de exatos R$ 69.633.703,40 aparece no cadastro da dívida ativa da União, que não considera valores que tiveram acordos de parcelamento.
Segundo o site do governo federal, "dívida ativa é o nome que se dá para a base de dados que contém todos os créditos públicos que são devidos por pessoas físicas e jurídicas e que não foram pagos".
E pode ter consequências graves, de acordo com o site.
Quando uma empresa ou pessoa passa a ser devedor, "poderá sofrer restrição em seu crédito (protesto, inserção do SERASA, entre outros) e inclusive no seu próprio patrimônio (averbação pré-executória), podendo chegar a perder os seus bens (leilão judicial, adjudicação, por exemplo)".
A ESPN procurou a WTorre na manhã de quinta-feira (4) para ouvir o posicionamento da empresa sobre a dívida, mas não teve resposta até a publicação desse texto. A posição da empresa será registrada assim que ela acontecer.
A companhia e o Palmeiras têm uma longa lista de episódios de desavenças desde a inauguração do estádio, em 2014.
O clube estima que a WTorre lhe deve R$ 160 milhões.
A empresa também tem dinheiro a receber do Palmeiras.
As duas partes também já brigaram por cadeiras, camarotes, agenda de shows e pelo gramado do Allianz Parque.
Mais recentemente, desde que houve troca no comando da empresa, as partes têm se reaproximado.
