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Gabriel Menino, do Palmeiras, desabafa em post e promete ir à Justiça após insinuação de envolvimento em apostas

Gabriel Menino sofreu com caso de doping no início da carreira e temeu pelo seu futuro Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

Gabriel Menino, do Palmeiras, usou as redes sociais para acabar com os rumores de um suposto envolvimento em manipulação de jogos com apostas. O meio-campista desabafou em post depois de ser acusado por um lance no jogo contra o Vasco, pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro.

"Jamais tive envolvimento com episódios de apostas esportivas. Na minha vida pessoal e profissional, zelo pela ética, lealdade e pelos princípios da legalidade. Sou funcionário de uma grande instituição, com milhões de torcedores, e respeito muito essa relação. Sei dos meus deveres e o que represento para todas essas pessoas", disse Menino, para finalizar.

"Comunico que meu staff jurídico apresentará, o mais breve possível, uma queixa-crime contra o responsável por insinuar minha participação em esquema de apostas esportivas, tema divulgado amplamente pela mídia nos últimos dias, em um lance no início do segundo tempo da partida contra o Vasco da Gama", completou.

Gabriel Menino postou um vídeo de uma jogada contra Água Santa para se defender da imagem que viralizou, onde errava um passe na partida contra o Vasco. As jogadas, realizadas na saída de bola alviverde, são idênticas, mas com resultados opostos: em uma atleta faz o passe perfeito e na outra erra.

A tendência é de que Menino registre a queixa-crime nesta quarta-feira (10). Um dos alvos do jogador é o influenciador Raiam Santos, que postou em sua página que 'sobraria para Gabriel Menino' depois que o caso Eduardo Bauermann na Operação Penalidade Máxima 2 foi revelado.

Veja abaixo quais são os jogos que estão sob investigação na Série A

  • Palmeiras x Juventude

  • Juventude x Fortaleza

  • Goiás x Juventude

  • Ceará x Cuiabá

  • Red Bull Bragantino x América-MG

  • Santos x Avaí

  • Botafogo x Santos

  • Palmeiras x Cuiabá

Quais jogadores estão sendo investigados?

  • Eduardo Bauermann (Santos)

  • Gabriel Tota (Ypiranga-RS)

  • Victor Ramos (Chapecoense)

  • Igor Cariús (Sport)

  • Paulo Miranda (Náutico)

  • Fernando Neto (São Bernardo)

  • Matheus Gomes (Sergipe)

Apostadores e membros da organização

  • Bruno Lopez de Moura

  • Ícaro Fernando Calixto dos Santos

  • Luís Felipe Rodrigues de Castro

  • Victor Yamasaki Fernandes

  • Zildo Peixoto Neto

  • Thiago Chambó Andrade

  • Romário Hugo dos Santos

  • William de Oliveira Souza

  • Pedro Gama dos Santos Júnior

O que a Operação "Penalidade Máxima" investiga

A investigação da Operação "Penalidade Máxima" aponta que grupos criminosos convenciam jogadores, com propostas que iam até R$ 100 mil, a cometerem lances específicos em partidas e causassem o lucro de apostadores em sites do ramo.

Um jogador cooptado, por exemplo, teria a "função" de cometer um pênalti, receber um cartão ou até mesmo colaborar para a construção do resultado da partida - normalmente uma derrota de sua equipe.

As primeiras denúncias ouvidas pela operação surgiram no fim de 2022, quando o volante Romário, então jogador do Vila Nova (GO), aceitou R$ 150 mil para cometer um pênalti contra o Sport, em partida válida pela Série B do Brasileiro.

Na ocasião, o atleta embolsou R$ 10 mil imediatamente e só ganharia o restante caso o plano funcionasse. Romário, porém, sequer foi relacionado para a partida, o que estragou a ideia.

A história chegou até Hugo Jorge Bravo, presidente do time goiano e também policial militar, que buscou provas e as entregou ao Ministério Público do estado. A partir daí, criou-se a operação "Penalidade Máxima" para investigar provas e suspeitas sobre o assunto.

Na primeira denúncia, havia a suspeita de manipulação em três jogos da Série B, mas os últimos acontecimentos levaram os investigadores a crer que o problema era de âmbito nacional e havia acontecido em campeonatos estaduais e também na primeira divisão do Brasileiro.

Além de Romário, outros sete jogadores foram denunciados pelo Ministério Público por participarem do esquema de fabricação de resultados: Joseph (Tombense), Mateusinho (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Cuiabá), Gabriel Domingos (Vila Nova), Allan Godói (Sampaio Corrêa), André Queixo (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Ituano), Ygor Catatau (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Sepahan, do Irã) e Paulo Sérgio (ex-Sampaio Corrêa, hoje no Operário-PR).