<
>

Dudu diz que não merecia ser expulso e explica 'dedo' de Abel em 'lance mágico': 'Cruzei sem olhar'

Já consolidado como um dos grandes ídolos e um dos maiores campeões com a camisa do Palmeiras, Dudu continua querendo mais. O camisa 7, que com o título do Campeonato Paulista, conquistado com goleda por 4 a 0 para cima do Água Santa, chegou a onze taças levantadas com a camisa do Alviverde, já está focado em fazer ainda mais história.

"Ontem não deu nem para comemorar. Quarta já tem jogo da Copa do Brasil contra a Tombense. Vim para casa depois do jogo e dormi, descansei, porque o ano está só começando e a gente precisa de foco para tentar buscar mais títulos esse ano", disse ele, durante participação no Jogo Aberto, da TV Bandeirantes.

O atacante ficou marcado na final desse domingo por causa de dois lances. O lindo drible que aplicou em Thiaguinho na jogada que terminou no segundo gol do Palmeiras, e também por um entreveiro com Didi na reta final do primeiro tempo. E apesar da pressão de muita gente, que acredita que ele merecia ser expulso, o atleta pensa diferente.

"Eu fiquei tranquilo. Não foi meu cotovelo que pegou no Didi. Foi meu antebraço que pegou nas costas dele. Não foi soco, não foi nada. Foi um movimento natural. Eu desci com o braço na hora que eu caí. Eu acho que não foi para cartão vermelho. Estão todos falando que era para ter sido expulso, tem o cotovelo dele que pega no meu pescoço e eu também acho que não foi para cartão vermelho, eu acho que o Claus vai muito bem em jogos grandes como ontem. Só alguns lances que eu acho que o VAR nem deveria chamar. É só para tumultuar o jogo. Mas o VAR está ali para ajudar ele, eu sei que é a coisa certa, mas na minha opinião, não foi para expulsão nem minha e nem dele. O Claus controlou o jogo muito bem naquele momento."

'Jogo no Palmeiras por causa de lances como esse'

Sobre o drible em Thiaguinho, Dudu explicou que foi algo pensado na hora, mas deu méritos também para seus companheiros e a comissão técnica para que o lance tenha terminado no segundo gol de Gabriel Menino no jogo.

"Eu estou um pouco triste por não ter feito nenhum gol no campeonato, mas é como eu sempre falo. Se for para eu não fazer nenhum gol esse ano e a gente ganhar todos os títulos, para mim está tudo certo. Quem me conhece sabe como eu sou coletivo. Se isso for o melhor para a equipe, para mim está tudo certo. E sobre o lance, foi improviso. Um grande jogador precisa ter esse improviso. Se você olhar o lance, tinham praticamente três jogadores em cima de mim e é uma coisa que a gente treina, mas ão vamos treinar esse improviso, que é de jogo, que é o que Deus deu pra gente. Você joga no Palmeiras por causa disso, por causa desses lances, por causa de gols. A gente treina quando chegar perto da área, então cavei na segunda trave sem olhar. A gente sabe que se cruzar ali, vai ter um jogador nosso", comemorou.

Dudu, que chegou ao Palmeiras em 2015, no início da 'era Crefisa', também contou o "segredo" que faz do Alviverde um dos maiores campeões do futebol brasileiro nos últimos anos: "É um time sem vaidade. Jogadores que jogam um pelo outro. Ninguém tem isso de querer fazer o gol da final, querer decidir. O maior de tudo é o símbolo que está no peito. O Palmeiras é maior que Dudu, que Abel, Gabriel Menino, então todos têm que juntar forças para jogar em prol do Palmeiras. E isso a gente faz muito bem. Fazer o nosso torcedor voltar feliz para casa é o nosso maior desejo quando entramos no estádio. No outro domingo eles ficaram chateados que não jogamos bem, a gente também fica triste. A comissão técnica até brincou, que a gente ia ficar descansando, para jogar os 40% que faltaram no primeiro jogo. A gente sabe que quando não igualar na vontade contra o outro time, a gente vai perder."

Próximos jogos do Palmeiras