Atual atacante do Tottenham e da seleção brasileira, Richarlison poderia ter tido uma trajetória bem diferente no futebol. Em entrevista ao Desimpedidos, o "Pombo", como é conhecido, revelou que na época em que atuava no Fluminense, esteve muito perto de se tornar reforço do Palmeiras.
"Eu saí do Brasil cedo, mas eu aprendi muita coisa jogando lá. Em questão de respeito aos clubes. Quando eu estava no Fluminense, eu estava para ir para o Palmeiras. Em um jogo justamente contra o Palmeiras, os empresários entraram e falaram 'você não pode jogar esse jogo. Se você machucar, não vai ser vendido'. Aí fui eu, com 18 anos, cheguei no Abel (Braga) e disse que não tinha cabeça para jogar esse jogo. O Abel falou beleza, pode ir para casa. Os caras foram lá, perderam, o presidente deu entrevista para a ESPN e disse: 'O Richarlison não vai sair, não vai para lugar nenhum, vai ficar no Fluminense'. Pronto, fiquei. Aí quem se f...? Aqui ó", disse ele, apontando para seu peito.
"Aí fomos jogar no Maracanã, contra o Grêmio, a torcida me xingando. E os empresários lá em casa, de boa. É isso que eu falo que aprendi a ter respeito aos clubes. O Fluminense naquela época foi o clube que pagou os R$ 10 milhões ao América-MG para me contratar. E eu na primeira oportunidade já queria virar as costas. Foi aonde eu comecei a ter mais cabeça de valorizar o clube que me abriu as portas, o clube que me valorizou, e eu lembro que depois que a negociação não deu certo, a torcida caiu matando em cima de mim, eu fiquei no clube, o Abel me chamou para conversar e falou 'eu sabia que aquilo não era você, você é um cara que quer jogar todo jogo, quer treinar, e você chegar daquele jeito, eu sabia que aquilo não vinha de você'. E foi aonde eu aprendi a lição, né, a respeitar clube, a respeitar a camisa que você veste e por isso o torcedor do Fluminense quer que eu volte para lá, o torcedor do Everton me tem como ídolo lá, eu aprendi a respeitar a camisa lá no Brasil."
Questionado se gostaria de ter se transferido, Richarlison confirmou que sim, mas comemorou que a negociação acabou não dando certo.
"Na época o Palmeiras estava na Libertadores. E eu chegaria para substituir acho que o (Gabriel) Jesus. Eu ia ganhar não sei quantas vezes mais do que eu ganhava no Fluminense e falei 'vambora'. Mas deu esse problema todo, não fui, e querendo ou não, me ajudou muito também não ir, porque o Abel foi um cara que me ajudou muito a me desenvolver dentro do clube, que me apoiou mesmo eu fazendo as coisas erradas", contou, lembrando um presente que deu ao seu antigo treinador em uma visita ao Brasil.
