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Dentinho responde sobre Corinthians e planeja volta ao futebol após ano sabático: 'Dar alegria aonde eu for'

Com tudo o que viveu na carreira, chega a ser surpreendente saber que Dentinho tem apenas 34 anos. O jogador formado no Corinthians e que atuou ao lado de Ronaldo Fenômeno por dois anos foi vendido ao Shakhtar Donetsk em 2011 e permaneceu mais de dez temporadas no futebol europeu.

Quando decidiu voltar ao Brasil, em 2022, assinou com o Ceará, mas simplesmente não conseguiu render. Ao todo, fez apenas nove jogos, não anotou nenhum gol e nem deu assistência nos poucos meses que ficou antes de rescindir o contrato.

Na última sexta-feira (8), ele foi um dos convidados do Jogo das Estrelas, evento beneficente organizado por Welington Rato, Gabriel Moscardo e Wesley, com a missão de arrecadar alimentos para doações. Em entrevista ao ESPN.com.br, Dentinho lamentou e justificou motivos para que a passagem pelo time nordestino não tenha dado certo.

"Minha readaptação ao futebol brasileiro foi muito complicada. O Ceará é um grande time, tem uma grande torcida, mas infelizmente tive muitas lesões. Isso me deixou muito chateado, sempre gosto de estar em campo, ajudando o time. Mas tive mais de 12 lesões. A readaptação foi difícil", iniciou.

Apesar da frustrante passagem, o atleta tirou em 2023 um "ano sabático" e deseja retornar aos gramados. Segundo ele, já recebeu propostas.

"Descansei esse ano, então espero em 2024 voltar a jogar. Já estou 100%, então é só dar alegria para o clube que eu for", disse, antes de completar: "Tenho algumas propostas, mas estou conversando com empresários ainda. Vamos ver o que vamos decidir, mas está tudo nas mãos de Deus".

Quando decidiu voltar a atuar no Brasil, a primeira opção de Dentinho era retornar ao Corinthians, onde foi campeão da Série B em 2008, além do Paulista e da Copa do Brasil de 2009. Porém, nunca foi procurado pelo clube do Parque São Jorge. Durante o amistoso beneficente, ele negou mágoa, mas admitiu que ficou chateado por não receber um convite do ex-clube.

"Não tenho mágoa nenhuma do Corinthians. Meu amor e minha gratidão com o Corinthians são eternas. Eu fiz uma história muito bonita, com títulos, fui o maior artilheiro do século durante dez anos, fiz o gol 10 mil. Minha história está marcada no clube. A gente fica um pouco chateado (por não ter voltado), mas faz parte da vida. A diretoria não quis no momento, então eu entendo, mas meu amor pelo Corinthians é eterno".