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'Casemiro, o Pai de Todos': a emocionante história do craque da infância humilde ao topo do mundo

Muitas palavras podem definir Casemiro. Sonhador, dedicado, obstinado, consciente, profeta, persistente, líder. Mas o que mais se aproxima e que une todas essas características é um termo presente desde sempre em sua vida: Pai, com P maiúsculo.

E o fã do esporte pode descobrir a história inédita e emocionante da carreira do craque no documentário original "Casemiro, o Pai de Todos", já disponível no Star+ e com estreia na ESPN em 15 de junho, às 16h.

O garoto Carlos Henrique Casimiro nasceu em um bairro humilde em São José dos Campos e não teve a presença do próprio pai em sua vida. A escolha foi do progenitor, que se afastou quando ele era pequenino e fez outra família. O destino pregou uma peça: o apelido é Pelé.

"Não, ele nunca me procurou. Uma vez eu estava falando para a minha mãe, 'Pô, pelo menos ele foi homem de, não depois de ter virado o Casemiro, falar eu sou o pai dele'. Achei muito bacana também da parte dele esse lado", disse o craque.

A presença paterna fez falta, mas moldou Casemiro, ou melhor, Carlinho, como é chamado pelos que sempre estiveram ao seu lado. A escalação é de peso: as corajosas Magda, a mãe, Miriam, a tia, e a avó, Valdete. Não dá para esquecer da prima Mônica, a responsável por levar o primeiro homem da família, o "bibelô", à escolinha de futebol. Só craques.

Casemiro ainda ganhou vários pais em seu caminho, uma trajetória que nunca teve atalhos. O primeiro técnico, Nilton Moreira. O pai do amigo Michel, Wanderley Oliveira. Os "professores" da base do São Paulo, Zé Sérgio e Bruno Petri...

O moleque que passava o dia em um campinho de futebol no Jardim Guimarães treinava autógrafos, sonhando em um dia escrever seu nome no papel para algum fã. O mesmo rapazinho pediu à tia Miriam para aprender a cantar o hino nacional, sonhando em defender a seleção que sempre amou.

"Falava as coisas, falava as coisas, mas nunca imaginei que ia chegar esse dia. Falava as coisas para eles, que ia dar uma casa para eles", disse Casemiro, emocionado. "Hoje inspiramos muitas pessoas, mas já fui criança um dia, já tive meus ídolos, já tive um sonho. As pessoas esquecem esse lado. Tive o sonho de cantar o hino nacional, é o moleque que está vendo a Copa do Mundo, está torcendo lá... Quero cantar o hino."

Não é que o Carlinho profetizou tudo isso? Cantou o hino, vestiu a camisa amarela, se tornou capitão (Pai?!?!?) e disputou duas Copas do Mundo. Ganhou cinco Champions League e formou um dos melhores trios da história do Real Madrid ao lado de Luka Modric e Toni Kroos. Consagrado, aceitou o desafio de defender o Manchester United, um dia já poderoso, e hoje em reconstrução.

O futebol, para ele, sempre foi "um prato de comida", cada lance é uma vida, uma chance de mudar a realidade de todos aqueles que sempre se esforçaram para lhe dar o melhor dentro do possível. Por isso, em campo, o cara calado e introspectivo se transforma, vira um líder nato, canta o jogo, cobra, se cobra, cuida. Qualquer semelhança com "Pai" não é coincidência.

Casemiro não gosta de atrasos. Adora Yakult, que não tinha condições de tomar com frequência na infância. É competitivo ao extremo, não gosta de perder nem nas peladas com os amigos, nem que seja em um churrasco nas férias. Ali, não tolera brincadeira e cobra todo mundo para jogar sério, como o Pai que sempre foi.

Desde agosto do ano passado a emocionante trajetória começou a ser minuciosamente descoberta e desenhada. O repórter Marcelo Gomes entrevistou a família de Casemiro, amigos de infância e da vida, técnicos, jogadores que viraram parceiros, como Lucas Moura e Luis Fabiano, além de comentaristas da ESPN. São mais de 25 personagens presentes no documentário.

Em março deste ano, Casemiro e sua esposa Anna Mariana abriram gentilmente as portas de sua casa em Manchester para a reportagem da ESPN. Por mais de três horas, Marcelo Gomes, João Castelo-Branco e Ricardo Zanei tiveram o prazer de ouvir o craque abrir o coração e contar histórias inéditas de sua vida e sua carreira.

Ainda ganhamos as presenças ilustres, carismáticas e divertidas dos filhos Sara e Caio, que abençoaram ainda mais o encontro e escancararam o quanto o Pai, com P maiúsculo, está no coração e na alma de Casemiro.

Por falar em bênção, "Casemiro, o Pai de Todos" foi presenteado de maneira especial com uma música inédita, "Sonho de Menino", composta pela lenda Michael Sullivan e pelo técnico Ney Franco, interpretada na voz marcante de Xande de Pilares. A canção não foi feita para o documentário, mas a letra conta uma história bem semelhante à que você leu nas linhas acima:

“Eu quero cantar pra você sobre um sonho bonito
Um sonho real, verdadeiro, um sonho de um menino
Que com sua fé conseguiu transformar seu destino, e ainda
Com toda incerteza mudou o seu jogo da vida”

Na entrevista com a tia Miriam, as câmeras da ESPN captaram uma frase na parede, bem atrás dela: "But for someone, you’re the world", "Para alguém, você é o mundo". O sobrinho sabe que nem sempre foi assim em sua vida, mas ele se tornou, sim, o mundo de muita gente. O Pai que faltou hoje transborda em Casemiro. Carlinho tem muito orgulho do que você se tornou, Casão!

O documentário original "Casemiro, o Pai de Todos" já está disponível no Star+ e estreia na ESPN em 15 de junho, às 16h. Não perca!