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Com 'coração dividido', gremista se mudou para o Rio e se apaixonou também pelo Fluminense

Quando se é apaixonado por um time, deixar a cidade natal e viver longe de sua grande paixão no futebol pode ser difícil. Às vezes, porém, uma outra equipe consegue preencher um vazio dentro do peito.

É o caso de Marlise, torcedora fanática pelo Grêmio, mas que conheceu no Fluminense uma espécie de 'segundo amor'. Nesta terça-feira (20), às 19h (de Brasília), a gaúcha verá seus 'dois times' duelando por vaga nas quartas da CONMEBOL Libertadores com transmissão ao vivo do Disney+.

Lise, como é conhecida pelos amigos, se mudou para o Rio de Janeiro há cerca de 10 anos. Trabalhando com organização de eventos, a gremista acabou ganhando um 'incentivo' para apoiar outro tricolor...

“Essa paixão começou porque tenho amigos que são Fluminense e também tem clientes que são Fluminense. Aí falaram: ‘já que você é tricolor gaúcho, tem que virar tricolor carioca. Você já está aqui há 10 anos’. Aí eu falei, beleza. Ganhei a camisa dos meus clientes, ganhei a camisa do Fred autografada e usei. E comecei a acompanhar o Fluminense, ir nos jogos, saber os hotéis que o time estava, ir junto. Tirei foto com o Fred, que é a muito gente boa, com todos, Germán Cano, todo mundo”, disse a torcedora ao ESPN.com.br.

Figurinha carimbada nos jogos do Grêmio no Rio, Lise começou até mesmo a ir aos hotéis em que o time fica concentrado para tirar fotos com os jogadores. E a prática começou a acontecer, também, com o Fluminense. E tem até jogador que já a reconhece de longe.

“O Marcelo é um que já me reconhece, o Fred também já me reconhece, o Germán Cano também, enfim, a galera já me reconhece”, revelou.

Em 2023, além da felicidade com o título da Libertadores, Marlise pode celebrar em dobro outro momento do título do Flu: a classificação sobre o Internacional, maior rival do Grêmio.

“Isso aí foi top, óbvio. E também a alegria de ver o Fluminense, que não tinha sido campeão, ser campeão, foi muito legal. A galera ficou muito feliz, eu também fiquei muito feliz, não fui, não consegui ingresso, mas torci, vibrei, fiquei muito feliz de verdade. O Fluminense é um time que eu tenho no coração mesmo”, relembrou.

As paixões, às vezes, até se confundem. No jogo de ida, no Couto Pereira, a gremista, sem querer, comemorou o gol de Lima que abriu o placar para os cariocas. Isso, porém, não muda uma coisa: no Maracanã, o lado gaúcho falará mais alto - e a confiança na classificação é grande.

“É, eu acabei comemorando (o gol do Lima). Eu comemoro. Claro, eu sempre falo que a prioridade é o Grêmio. Se tem alguma coisa que prejudica (o Grêmio)? Ah, eu sou contra. Tipo, amanhã. Claro, se acontecer alguma coisa, o Grêmio não passar - que não vai acontecer, porque vai passar - é Grêmio até o final, sempre. Mas sempre que tem o Fluminense, eu estou com o Fluminense”, finalizou.

No Couto Pereira, o Grêmio levou a melhor, de virada, com vitória por 2 a 1, graças a dois gols de Reinaldo. Um empate garante os gaúchos nas quartas. O Fluminense, por sua vez, precisa vencer por dois ou mais gols de diferença.

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