O afastamento do meia-atacante Thiago Galhardo para tratar a saúde mental depois do atentado covarde que o time do Fortaleza sofreu deixa algo muito claro.
O clube cearense, que tem elenco para disputar vaga na Libertadores e ficar longe da zona de rebaixamento do Brasileiro, vai competir em clara desigualdade mental na temporada.
Galhardo não é o único jogador traumatizado pelo que aconteceu em Recife, na emboscada realizada pelos torcedores do Sport.
Além dos ferimentos causadas pelas bombas e pedras, jogadores e comissão técnica do Fortaleza terão sequelas psicológicas por meses.
Só existe uma coisa justa a se fazer nessa situação: garantir vaga para o Fortaleza na Libertadores-25 e vetar o rebaixamento do clube independentemente do que acontecer no próximo Brasileiro.
Sei que pensar nisso é quase um devaneio no meio egoísta do futebol: nem mesmo quando a Chapecoense teve praticamente o time morto no acidente aéreo de 2016 recebeu a imunidade de não cair no Brasileiro seguinte.
Cada vez fica mais claro que nada vai mudar depois do que aconteceu em Recife.
Jogadores seguirão correndo risco de vida pela selvageria do entorno dos estádios brasileiros.
Isso só vai mudar com decisões fortes. Garantir para o Fortaleza o que ele poderia conseguir em campo numa situação normal é uma delas.
