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Maior campeão da Libertadores se afunda em crise, fica sem presidente, nem técnico e revolta Aguero

Vista interna do estádio Libertadores de América, do Independiente Getty Images

Conhecido como o "Rei de Copas", o Independiente, maior vencedor da CONMEBOL Libertadores com 7 títulos, vive a maior crise de sua história.

O time de Avellaneda está afundado em dívidas, vive uma crise jurídica, institucional e ameaça até quebrar. Fora isso, no âmbito esportivo as coisas não vão bem. O Independiente é apenas o 25º na liga argentina, entre 28 participantes da primeira divisão, com apenas 9 pontos.

Nesta semana, o presidente do clube, Fabián Doman, renunciou ao cargo.

"Na frente esportiva, sempre há três cenários. O melhor, o mediano e o ruim. O terceiro foi dado. Responsáveis? Todos. Seria muito fácil colocar a culpa de tudo na equipe profissional. Eu não vou fazer isso. No entanto, entendo que a crise econômica é muito mais profunda e grave. Não se vira só com vitórias esportivas”, disse Doman, em seu pronunciamento.

A renúncia de Doman também resultou em Pablo Repetto não se tornando o novo técnico do clube. Isso porque o uruguaio havia negociado com o agora ex-presidente a sua chegada.

Revelado pelo Independiente, Sergio Kun Aguero falou em sua live na Twitch sobre a situação do clube.

"É muito triste o que está acontecendo no clube, porque você não sabe o dinheiro que entrou nos últimos 10 anos. Se começarmos a fazer as contas, o dinheiro que entrou no Independiente é uma loucura", disse o ex-atacante.

"Estamos falando de 30 milhões de euros meus. Eles vendem Ustari por 10 milhões de euros, o que coloca mais 12 milhões de dólares, depois teve Germán Denis, não sei se eles também concordam. Acho que, facilmente, o Independiente chegou a 50 milhões de dólares em dois anos. Quanto o campo pode render? 10 milhões de dólares? Bem, você tem 40 restantes. E então você tem que vender Tagliafico, Barco, Meza, Biglia", analisou.

O último título do Independiente foi a CONMEBOL Sul-Americana de 2017, conquistada diante do Flamengo. O clube não participa de uma Libertadores desde 2018.