Tricampeão da CONMEBOL Libertadores, o Olimpia, do Paraguai, conta com uma vasta história no futebol sul-americano. A equipe, aliás, é a única do continente a ter conseguido um feito um tanto quanto inusitado, mas que mostra o poder do time no passado.
Em 1990, a equipe paraguaia conseguiu o feito de conquistar a Libertadores em cima do Barcelona de Guayaquil, do Equador. Além disso, o Olimpia ficou ainda com o troféu da Supercopa da Libertadores daquele mesmo ano após vencer o Nacional, do Uruguai. O torneio, que reunia os antigos campeões do torneio, deixou de existir no calendário continental.
Com isso, em 1991, não houve a tradicional disputa da CONMEBOL Recopa, decisão que opunha o campeão da Libertadores contra o da Supercopa, torneios ganhos pelo Olimpia num espaço de poucos meses.
Desta forma, como os paraguaios haviam ganho os dois troféus, acabaram também eleitos automaticamente campeões da Recopa sem sequer precisar entrar em campo novamente. Esta foi a única vez em toda a história que tal feito aconteceu.
A Recopa existiu normalmente até 1998, quando deixou de ser disputada até retornar ao calendário em 2003. A decisão agora coloca frente a frente o campeão da Libertadores e o conquistador da Sul-Americana. Neste ano, por exemplo, o Independiente del Valle levou a melhor sobre o Flamengo nos pênaltis.
O curioso no caso do Olimpia é que a Recopa de 1991 foi um de seus últimos casos de sucesso no continente. O clube paraguaio voltou a ganhar a Libertadores em 2002, após final contra o São Caetano, e a Recopa de 2003, que é até hoje seu último troféu em âmbito internacional.
Os paraguaios abrem o Grupo H, ao lado de Atlético Nacional (COL), Melgar (PER) e Patronato (ARG).
Ficha técnica
OLIMPIA
Como se classificou: campeão do Clausura do Paraguai em 2022
Participações: 44
Melhor campanha: campeão (1979, 1990 e 2002)
Estádio: Manuel Ferreira (Assunção)
Técnico: Juan Verzeri
Altitude: NÃO
