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Espanha é racista? Números de casos de crimes por cor da pele e xenofobia disparam

Espanhóis protestam contra racismo no país, em 4 de junho de 2023 Diego Radames/Europa Press via Getty Images

O drama de Vinícius Jr. faz uma pergunta ser cada vez mais comum: a Espanha é racista?

Se em termos absolutos é difícil responder, fica claro que o país sofre um aumento nos crimes raciais.

Isso segundo estatísticas do próprio governo do país, através do Ministério do Interior.

Todo ano o país produz um relatório com a evolução dos "delitos de ódio".

Os números, em vários tipos de crimes de ódio, sobem.

Mas os casos de "racismo e xenofobia" preocupam mais, e são agora os mais frequentes entre "delitos de ódio" na Espanha.

Em 2019, antes da pandemia, foram 515 casos de racismo e xenofobia, ou 30% do total.

No primeiro ano da pandemia, em 2020, com as pessoas em casa, o número caiu para 485. Mas depois não param de crescer.

Em 2021, foram 639 casos de racismo e xenofobia. Um ano depois, em 2022, passaram para 755, ou 43,5% do total dos delitos de ódio, e crescimento de 18% em relação a 2021.

A situação em 2023 deve ser ainda pior.

Segundo o Ministério do Interior espanhol, ainda sem contar os dados da Catalunha e do País Basco, os delitos de ódio cresceram 33% nas demais regiões do país, com racismo e xenofobia novamente puxando a fila.

A Espanha detalha o perfil das pessoas que sofrem preconceito.

Em 2022, último ano com dados completos, 57% das vítimas de racismo e xenofobia foram homens, e 43% mulheres.

A Espanha também tem estatísticas das pessoas que foram detidas ou investigadas por delitos de ódio.

No caso de racismo e xenofobia, foram 361 pessoas investigadas ou detidas.