O Osasuna emitiu um comunicado nesta sexta-feira (23) informando que está sendo impedido pela Uefa de disputar a próxima edição da Uefa Conference League.
De acordo com o clube, a principal entidade do futebol europeu identificou problemas dos espanhóis com o artigo 4.1g do regulamento de competições, que diz o seguinte:
“Não ter estado direta e/ou indiretamente envolvido, desde a entrada em vigor do n.º 3 do artigo 50.º dos Estatutos da UEFA, ou seja, a 27 de abril de 2007, em qualquer atividade destinada a organizar ou influenciar o resultado de um jogo”.
Durante a temporada 2013/2014, dirigentes do Osasuna foram condenados por fraude fiscal. O clube acabou rebaixado naquela temporada e sofreu com uma grande recuperação financeira para conseguir pagar as dívidas. Por conta deste antigo problema, a Uefa impede o clube de participar da competição.
Na nota oficial, os espanhóis detonaram a ação da entidade europeia e deixaram claro que recorrerão ao Comitê de Recursos para conseguir participar da próxima edição da Uefa Conference League.
“Na opinião do Osasuna, a mensagem transmitida pela UEFA é, sem dúvida, contraproducente para o futebol e para aquelas entidades que, perante o risco de serem sancionadas do desporto pelo órgão máximo do futebol europeu, optam agora por não atacar de frente o corrupção no mundo do futebol. O Osasuna entende que esse não pode e não deve ser o objetivo perseguido pela UEFA”, diz um trecho da nota oficial.
O Osasuna garantiu vaga na competição europeia após boa campanha na última edição de LaLiga. Em 38 partidas, foram 53 pontos somados e a sétima posição assegurada. Terminando, assim, na zona de classificação para a Europa League.
Entenda o que foi o ‘caso Osasuna’
Em 2013/2014, dirigentes do Osasuna foram acusados de pagarem propina a dois atletas do Real Betis para que o time conseguisse vencer o Real Valladolid, em partida válida pela rodada 37 de LaLiga, e também facilitassem a vida da equipe na última rodada da competição.
Anos depois, após o caso ir a julgamento, nove dos 11 nomes indiciados pela Justiça foram presos. Ficou provado que estes dirigentes haviam pago 650 euros na época aos atletas do Betis.
Ángel María Vizcay, Miguel Archanco, Juan Antonio Pascual, Jesus Peralta, Sancho Bandrés, Cristina Valencia, Albert Nolla, Antonio Amaya e Xabier Torre foram condenados a oito anos de prisão por crimes como corrupção desportiva, falsificação de documentos e fraude fiscal.
