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Ídolo do Grêmio, Roger responde por que aceitou treinar o Inter e vê clube como passo para a seleção brasileira

Roger Machado em sua apresentação no Internacional Ricardo Duarte/Internacional

Após novela, Roger Machado foi oficialmente apresentado como técnico do Internacional nesta quinta-feira (18), com entrevista coletiva após seu primeiro dia de treinamentos.

Muito identificado com o Grêmio, o treinador recebeu críticas por ter assumido o maior rival - das duas torcidas. Isso, porém, não o incomoda.

"Eu acolho com naturalidade esse processo, porque eu vivi aqui no estado e vivi a rivalidade. Mas, como jogador, sempre busquei deixar essa rivalidade dentro do campo, nunca interpretei que fôssemos inimigos, apenas adversários. A relação do torcedor é passional, ele é apaixonado pelo seu time e compreende o jogo. Eu sou apaixonado pelo jogo e compreendo o torcedor", disse.

"Esse processo é natural em função da paixão que o torcedor tem pelo seu clube, mas como profissional do futebol e já 32 anos nesse lugar, eu também consigo administrar isso de uma forma que me permita circular bem nesses ambientes e trabalhar com a tranquilidade que eu preciso para esses momentos", completou.

Para assumir o Inter, Roger deixou seu trabalho no Juventude. O treinador explicou sua motivação, ressaltando que vê no clube uma chance de estar mais próximo do sonho de assumir a seleção brasileira um dia.

"Os contatos se iniciaram depois dos confrontos (da Copa do Brasil). Ali abriu-se a possibilidade e começamos a estreitar esse movimento, que foi concluído nesse momento. Obviamente não foi uma decisão fácil, fazer esse movimento, que foi a primeira vez que eu deixei um trabalho em andamento, em todos os outros momentos eu saí quando me desliguei dos clubes", afirmou.

"Um trabalho com uma base forte dentro de 7 meses de trabalho (no Juventude), mas entendi na oportunidade também, uma grande chance. Como o treinador que deseja buscar treinar a seleção brasileira, têm alguns rituais que precisam ser cumpridos, e um deles é treinar um clube do tamanho do Internacional, que tem objetivos muito claros dentro da temporada. Foi um movimento importante, não foi nada fácil, mas foi decidido com a maturidade de um profissional de 50 anos e que busca no futebol um crescimento pessoal e profissional", acrescentou.

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