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Herói do Inter na Libertadores já ficou um ano 'encostado' sem jogar e esteve na mira do Grêmio

Com menos de dois meses no gol do Internacional, Sergio Rochet virou um dos principais personagens da classificação da equipe colorada às quartas de final da CONMEBOL Libertadores.

No jogo de ida, o uruguaio segurou uma pressão violenta do River Plate em Buenos Aires, que garantiu a derrota brasileira por 2 a 1. Na volta, ele fez menos defesas, mas cobrou o último pênalti que garantiu a vaga para a próxima fase da competição.

Na décima penalidade do Inter, o goleiro pegou a bola do zagueiro Vitão e bateu com confiança.

"Achava que era uma possibilidade e queria fazê-lo. O Vitão entendeu e conseguimos a classificação", disse após a partida no Beira-Rio.

Rochet foi formado na base do Danubio, mas nunca atuou profissionalmente pela modesta equipe uruguaia. Neste período, sua mãe, Graciela, guardava de recordação as luvas que ele jogava fora. Sem que o goleiro soubesse, ela reuniu todas em uma caixa e as devolveu.

Aos 21 anos, Rochet mudou-se para a Europa e foi aprovado em um teste no AZ Alkmaar, da Holanda. Depois de atuar pouco na primeira temporada, pois era terceiro goleiro, ele se firmou na equipe titular nos dois anos seguintes. No período, jogou duas vezes a Europa League.

Em seguida, foi para o Sivasspor, da Turquia, no qual viveu um momento bastante delicado. O goleiro chegou a ficar um ano sem jogar uma partida oficial.

Para retomar a boa fase, aceitou um convite para voltar ao Uruguai e defender o tradicional Nacional, em 2020. Em praticamente quatro anos no clube de Montevidéu, o arqueiro foi várias vezes campeão uruguaio.

A boa fase se refletiu nas convocações para a seleção uruguaia e um posto de titular na vaga de Fernando Muslera, que dominou a posição por mais de uma década. Ele atuou na Copa do Mundo de 2022, no Catar, e pegou um pênalti de Andre Ayew, de Gana, na fase de grupos.

No começo de 2023, Rochet teve seu nome ligado ao Grêmio. O atacante Luis Suárez, seu amigo da seleção uruguaia, era um entusiasta da transferência, mas a negociação não andou.

"É verdade que houve interesse do Grêmio, mas estou aqui. Pensei que era o melhor. Cheguei aqui e tenho certeza de que a decisão é certa. Estou muito contente".

"Aqui fui recebido de forma espetacular desde o primeiro dia. Sou muito gradecido aos colegas de clube e aos torcedores".

Sorte do Inter, que fechou em julho com o uruguaio. Apesar da boa fase de John, o uruguaio foi alçado ao posto de titular rapidamente.

"Eu segui meu coração. Já conhecia o Inter. Sabia a grandeza do clube, os títulos conquistados, a torcida quando estive aqui e as pessoas me falaram maravilhas. Quando era jovem, joguei em Santiago na final contra o Inter. Troquei a camisa com um jogador. Gostava da cor vermelha. É uma conexão que ajudou. São detalhes que me mostram estar no lugar certo".

Desde então, foram cinco partidas na meta do Inter até conquistar a primeira vitória. Agora, o Colorado encara o Bolívar, que eliminou o Athletico-PR, também nos pênaltis, na próxima fase da Libertadores.

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