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Diniz desabafa contra arbitragem e cobra providências de Seneme: 'Critério era apitar mal desfavorecendo o Fluminense?'

A arbitragem de Paulo César Zanovelli desagradou muito ao Fluminense durante o empate contra o Corinthians no Maracanã. Depois da partida, em entrevista coletiva, o técnico Fernando Diniz enumerou falhas do árbitro.

"Eu sinceramente não consigo entender, se alguém tiver alguma explicação, me ajude. No campo parecia tudo claro para a gente, principalmente o lance do Marlon. O do Samuel estava longe. Mas o do Marlon é inconcebível marcar um pênalti como aquele, não dá para entender como a pessoa marca um pênalti com tanta clareza. Se encostar na área é pênalti? É no mínimo muito estranho", disse.

"Não é a primeira vez que o Fluminense é prejudicado nesse campeonato. A pontuação tem muito a ver com isso. Contra o Grêmio teve um pênalti no Nino não marcado, hoje o juiz deu um pênalti totalmente inexistente. E depois o lance do Samuel é o que todo VAR chama para expulsar o jogador, porque pisa", seguiu.

"Não acho que é para expulsar, já falei outras vezes, mas o Fábio chega atrasado, pisa no tornozelo do Samuel, que está com ele inchado, e o VAR não chama. Deu um monte de cartão amarelo, vários, duas expulsões, mas ele não insinuou nenhuma vez para acelerar o jogo, para ter jogo", completou.

Durante seu desabafo, o técnico tricolor ainda relembrou outros lances que ocorreram em partidas do clube e cobrou providências de Wilson Luiz Seneme, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF.

"É um problema geral do futebol, e a gente fica enxugando o gelo. O jogo do Vasco teve uma falta no Cano, que cortou o tornozelo do Cano e o VAR não chamou. São muitos erros que acontecem com o Fluminense, tem muitos para trás. Foi o mesmo árbitro que apitou em Cuiabá, que expulsou o Martinelli com muita facilidade. Hoje teve dois expulsos, não teve controle do jogo", afirmou.

"O critério dele era apitar mal desfavorecendo o Fluminense? A gente não quer ser favorecido em nada, só que o Seneme, que eu nunca citei o nome aqui, tem que tomar providência porque não dá. Em relação ao Fluminense, não dá mais. Sei que outros times reclamaram, mas teve muito", continuou.

"O Corinthians fez o que quis hoje de cera. Ele não chamou atenção de ninguém para acelerar o jogo. Todo mundo caiu no chão, saiu se arrastando para substituição, o Cássio parou o jogo várias vezes, cai, a maca não entra, ele fica lá conversando. Ele penaliza quem quer jogar futebol", acrescentou.

Ao ser questionado sobre a atuação do VAR, Diniz ressaltou que as interferências precisam ser pontuais, mas questionou a atuação nas penalidades do jogo.

"O VAR tem que interferir quando precisa interferir. Não acho que precisa interferir toda hora, mas quando o cara comete dois erros crassos, tem que interferir. Para a pessoa marcar pênalti com a segurança que ele marcou, tem que ser uma coisa muito clara. Eu acho tudo muito estranho o que foi feito hoje", avaliou.

"Não aconteceu nada, o cara encosta e o outro cai de maduro. Aí dá pênalti e o VAR não chama. O lance do Samuel vocês viram as imagens. Como estava longe, não falei nada. Aí vai ver a imagem, o Fábio pisa e pede desculpa para o Samuel. E o VAR não chama. Está lá para interferir em lances capitais como esse", adicionou.

Por fim, Diniz não poupou elogios à atuação do Fluminense, mas falou em jogo brilhando, mas 'manchado pela arbitragem'.

"O Corinthians teve duas chances em erros que a gente não costuma cometer e o time estava extremamente focado. Hoje foi uma partida brilhante do Fluminense, principalmente o segundo tempo, que foi muito lindo. Quem esteve aqui pôde acompanhar um jogo que o adjetivo foi esse: brilhante, espetacular. E manchado pela arbitragem", finalizou.

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