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Ganso diz que relação com Neymar 'distanciou bastante' e conta bastidores de briga no Fluminense: 'Eu errei também'

Neymar e Paulo Henrique Ganso comemoram gol pelo Santos, em 2012 Santos FC

Uma das duplas mais icônicas do futebol brasileiro no início da década passada com a camisa do Santos, Neymar e Ganso já não vivem os dias mais próximos na amizade.

Destaque agora com a camisa do Fluminense e aos 33 anos, o meio-campista revelou que tem pouco contato com o atacante do Paris Saint-Germain, ao lado de quem conquistou a CONMEBOL Libertadores de 2011.

“Distanciou bastante. A gente conversa bem pouco. Torço para que ele possa focar nessa temporada. Dos últimos anos é o cara diferente que a gente tem”, disse Ganso em entrevista ao canal SporTV.

“Dentro do PSG, ele teve momentos felizes, que teve se divertindo em campo, com prazer de jogar futebol. Talvez volte agora que é o Luís Enrique, que é um cara que ele gosta muito. Quem sabe ele volte a ter prazer e a alegria de jogar futebol, que é o mais importante para ele e para a nossa seleção”.

Vivendo dias de protagonismo com o Fluminense, Ganso ainda relembrou uma passagem que marcou negativamente seus dias nas Laranjeiras: a forte discussão com Oswaldo de Oliveira. Jogador e treinador bateram boca após uma substituição durante o Brasileirão de 2019, com o atleta chamando o técnico de ‘burro’, e ouvindo que era ‘vagabundo’.

O clima esquentou ainda em campo, com Ganso e Oswaldo sendo contidos por outros nomes do clube para não irem às vias de fato.

“Já, no mesmo dia. A gente conversou no vestiário, se abraçou. Eu errei também. A gente pediu desculpas um para o outro. O Oswaldo é uma boa pessoa”.

O meio-campista também relembrou um episódio vivido com Dorival Júnior ainda nos tempos de Santos, quando Ganso se recusou a sair de campo na decisão do Paulistão de 2010, quando o Peixe ganhava do Santo André para ficar com o título estadual.

Chamado pelo treinador, o camisa 10 fez um gesto negativo e disse que ficaria em campo.

“A gente já estava com dois a menos. O Dorival queria me tirar. A gente só ia defender. Eu era o único que segurava a bola, fazia o tempo correr. Quando subiu a plaquinha, acredito que o André deu graças a deus. O Neymar falou pra eu ficar em campo. Ainda bem que aquela bola no finalzinho bateu na trave. A gente conversou e foi mais como um conselho dele”.

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