Marcão, pai e empresário de Gerson, do Cruzeiro, foi hostilizado no Maracanã durante a derrota da equipe mineira por 2 a 0 para o Flamengo, pelo Brasileirão, na quarta-feira (11). Ele precisou ser escoltado e retirado do Maracanã Mais, setor mais caro do estádio, em que assistia à partida.
Nas redes sociais, Marcão desafabou sobre o ocorrido e afirmou que as pessoas que o xingaram "não são torcedores do Flamengo".
"Tô passando aqui para agradecer a todos, de coração, que se solidarizaram comigo ontem, com o acontecimento dentro do Maracanã. E dizer a vocês uma coisa simples. É impressionante. Aquelas pessoas que fizeram aquilo comigo não são torcedores do Flamengo, porque eles deixaram de assistir ao jogo, deixaram de comemorar a vitória do seu time para querer me xingar, me hostilizar, fazer tudo de ruim comigo", iniciou.
"O problema é simples. Eles não estão ali reclamando pelo que eu fiz ou deixei de fazer. Estão reclamando por quem sou eu e pelo meu trabalho. Dizer a vocês que infelizmente pessoas não aceitam o lugar que um negro está. Eles não aceitam isso. Eles ficam chateados com isso. Mas eu passo para dizer para aqueles que me mandaram inúmeras mensagens que eu estou bem", seguiu.
"Confesso que pessoas ligadas a mim não me mandaram uma mensagem para ver se estou bem, se estou mal, mas também não me deixa triste. Estou acostumado com isso. Desde que me conheço por gente que eu passo por situações de ter que lutar pelo que é meu. Mas pessoas estranhas, de vários lugares, mandaram mensagem. Eu agradeço. Estou bem. Estou pronto para trabalhar. Vamos agora ver daqui para frente como vamos agir sobre o acontecimento de ontem", completou.
A recepção de parte da torcida flamenguista a Gerson, que deixou o clube de forma polêmica em 2025, também foi hostil. O jogador foi vaiado a cada toque na bola e ouviu gritos como "vai tomar no c***" e "ah, é mercenário".
