Em entrevista ao jornal espanhol As, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), revelou que a negociação pelo retorno do meia Lucas Paquetá quase "melou" durante as conversas com o West Ham, da Inglaterra.
De acordo com o dirigente, os Hammers queriam segurar o brasileiro até o final da temporada europeia e quase finalizaram as tratativas com o Rubro-Negro.
O impasse só foi resolvido quando o clube da Gávea topou aumentar os valores oferecidos aos ingleses, o que fez a venda "destravar" de vez e ser concluída.
"A relação com o West Ham foi muito boa. Eles tinham uma visão muito clara que queriam. Eles queriam ficar com o Paquetá até o final da temporada e nós respeitamos, respeitamos o tempo do West Ham. Mas também dissemos que gostaríamos que o Paquetá chegasse para nós agora, porque a temporada brasileira começa agora", afirmou Bap.
"Se o Paquetá chegasse na metade do ano, chegaria no final da temporada europeia, provavelmente iria para a Copa do Mundo com o Brasil, depois do Mundial pediria férias, voltaria fora de forma em setembro, jogaria apenas em outubro e aí acabaria a temporada", argumentou.
"Então, nós falamos o seguinte: 'Olha, para nós é importante que o Paquetá venha agora'. Foi por isso que pagamos mais! Porque o West Ham disse que, nessas condições, não iria aceitar nossa proposta, então fizemos esse ajuste (no valor). Um pouco aqui, um pouco ali...", rememorou.
"Não foi uma negociação simples, mas, de todos os modos, temos o máximo respeito pelo West Ham. Foram muito corretos e muito diretos. A negociação foi uma boa experiência. Não foi uma contratação barata, então você tem que levar muitos detalhes em conta", complementou.
O presidente flamenguista ainda explicou que, no contrato de Paquetá, ficou estabelecido que o West Ham terá direito a uma parcela de uma possível futura revenda do jogador por parte dos cariocas.
De acordo com Bap, as cláusulas foram colocadas a pedido dos Hammers, no que o cartola considerou como um pedido "legítimo".
"Sim, há cláusulas que estabelecem que, se o Paquetá for vendido (pelo Flamengo), o West Ham receberá uma compensação. Penso que é algo absolutamente legítimo. Se eu estivesse no lugar do dono do West Ham, pensaria que, se o Paquetá jogar só um ano no Brasil e a gente o vender por 70 milhões de euros, o West Ham sairia prejudicado. Entendi que era um pedido justo deles", apontou.
"Eu disse que não isso [vender Paquetá rapidamente] não era nossa intenção, mas que eu entendia a preocupação deles. Então, tivemos que negociar isso, porque, se amanhã chegar uma oferta de 100 milhões de euros ao Flamengo pelo Paquetá, é claro que eu vou considerar a possível venda", observou.
"Claro: desde que Paquetá aceite tudo. Ele pode dizer o seguinte: 'Eu voltei da Inglaterra para ficar no Brasil, não quero ir embora'. Não é um problema do Flamengo, mas também não é justo que o West Ham perca dinheiro nessa transação. Assim, nós negociamos muitos detalhes ao longo do tempo", contou.
"Não tenho a menor dúvida de que, se não fosse o desejo do jogador em voltar ao Brasil, mesmo que o Flamengo tivesse os 42 milhões de euros, ou até mais dinheiro, a negociação pelo Paquetá não teria sido possível. Foi um final feliz porque o West Ham topou vender", finalizou.
Próximos jogos do Flamengo:
Vitória (F) - 10/02, 21h30 (de Brasília) - Brasileirão
Botafogo (F) - 15/02, 17h30 (de Brasília) - Campeonato Carioca
Lanús (F) - 19/02, 21h30 (de Brasília) - CONMEBOL Recopa
