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Recordes no anúncio, falha decisiva, gol histórico e mais: a passagem de Diego Ribas pelo Flamengo

Camisa 10 rubro-negro anunciou na última terça-feira (19) que deixará o clube ao final de seu contrato em dezembro


19 de julho é um dia marcante para o meio-campista Diego Ribas. Em 2016, foi anunciado como grande reforço do Flamengo. Seis anos depois, anunciou que estará de saída do clube em dezembro, ao final de seu contrato.

Entre diversas conquistas no período em que vestiu a camisa do Fla, o meio-campista colecionou momentos marcantes em sua passagem, desde sua chegada até o anúncio de sua saída.

Ao todo, até o momento do anúncio de sua saída, o camisa 10 atuou em 269 jogos e marcou 42 gols. Conquistou quatro títulos do Campeonato Carioca, dois do Campeonato Brasileiro, dois da Supercopa do Brasil, um da Recopa Sul-Americana e um da Conmebol Libertadores.

Chegada com recorde e empolgação

Se hoje o Flamengo está acostumado a ter grandes contratações, em 2016, a realidade era outra. Mas, após sair do Fenerbahçe, Diego chegava ao clube em outro momento, para ser o meia organizador que o clube sonhava há tempos.

Logo nos primeiros dias após seu anúncio, as redes do Fla viam recordes de interação serem quebrados em suas redes sociais. Dentro de campo, o então camisa 35 conseguia ser influente, sendo eleito o melhor meia do Brasileirão daquele ano, com a equipe sendo vice-campeã.

O início de 2017 também foi empolgante. Após ser convocado por Tite para amistoso da seleção brasileira em janeiro, o meia teve boas atuações no Campeonato Carioca e na fase de grupos da Libertadores, quando começou a utilizar a camisa 10 dentro da competição.

Da lesão em momento chave a altos e baixos no segundo semestre

O ano começou a ter problemas para o meia em 12 de abril, quando, na vitória sobre o Athletico-PR no Maracanã, Diego teve entorse no joelho direito e foi obrigado a passar por cirurgia. Por conta disso, ele foi obrigado a ficar de fora das finais do Campeonato Carioca, quando conquistou seu primeiro título, e da eliminação traumática na Libertadores para o San Lorenzo.

Diego ainda conseguiu voltar naquela temporada e ajudar em momentos chave, como na semifinal da Copa do Brasil contra o Botafogo, quando marcou o gol da classificação para a final com a vitória por 1 a 0.

Mas o jogador ficaria marcado por outro lance: na final, após dois empates em 1 a 1, o título contra o Cruzeiro seria definido nos pênaltis. O meia foi o único a desperdiçar a cobrança no Fla, que ficou com o vice-campeonato. Ele ainda esteve presente na final da Copa Sul-Americana, mas não conseguiu impedir novo vice, desta vez contra o Independiente.

Sonho da Copa do Mundo e rumores de saída

2018 começou com Diego ainda sonhando com uma vaga na Copa do Mundo daquele ano. O meia esteve presente em convocações de Tite nas eliminatórias e corria por fora por uma vaga entre os 23 chamados.

Seu início de ano foi bom, mas não garantiu um lugar no time que foi à Rússia. E o segundo semestre foi decepcionante. Com os problemas físicos voltando a incomodar, o jogador passou a receber muitas críticas, chegando a ser agredido pela torcida em aeroporto. Uma saída para o Orlando City chegou a ser altamente cogitada, com o time da Major League Soccer fazendo proposta financeiramente interessante.

Ainda assim, ele optou por permanecer no time carioca. Em janeiro do ano seguinte, renovou seu contrato até dezembro de 2020. Com Abel Braga no início do ano, voltou a receber mais chances e conquistou seu segundo título, com o Campeonato Carioca.

Mudanças com Jorge Jesus, lesão grave e assistência histórica

Com a chegada de Jorge Jesus, Diego inicialmente seguiria no time titular, jogando em uma faixa de campo mais recuada. Na partida de ida das oitavas contra o Emelec na Libertadores, porém, o camisa 10 sofreu uma grave fratura no tornozelo esquerdo que lhe tirou dos gramados por três meses.

Retornou justamente na goleada histórica sobre o Grêmio no Maracanã e, na final contra o River Plate, deu a assistência para o gol da virada de Gabigol. No Mundial de Clubes, também foi importante na semifinal contra o Al-Hilal, tendo participação em dois dos três gols do jogo.

Retorno ao time com Ceni e problemas com Paulo Sousa

Depois de figurar no banco com Jesus e Dome, o camisa 10 voltou a ter espaço no time titular com Rogério Ceni, atuando como uma espécie de segundo volante. Foi peça importante na conquista de mais um título do Brasileirão.

No início da temporada 2021, seguiu sendo peça no time titular no início do Campeonato Carioca, mas acabou voltando a perder espaço por lesões e na chegada de Renato Gaúcho.

O mesmo aconteceu com Paulo Sousa, foco de nova crise do jogador dentro do clube. O meia não teve tanto espaço com o treinador e foi um dos nomes que teria tido problemas de relacionamento com o português durante sua passagem no clube.

Com Dorival, segue sendo um reserva de luxo, tendo sido titular contra o Coritiba no último sábado (16) e marcando o segundo gol da equipe na vitória por 2 a 0.