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Crystal Palace perde vaga na Europa League e disputará a Conference após polêmica envolvendo Textor

A Uefa anunciou nesta sexta-feira (11) que o Crystal Palace perdeu a vaga na Europa League e disputará agora a Conference League na próxima temporada. A decisão, tomada pelo Órgão de Controle Financeiro de Clubes (CFCB). Com isso, o Nottingham Forest assume a vaga que era dos Eagles.

A tendência é que a decisão acabe em uma apelação por parte do Crystal Palace ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) nos próximos dias.

Na prática, o anúncio da Uefa significa que o Palace não tem garantida a vaga na fase de liga da Conference, precisando disputar ainda uma eliminatória. Além disso, as premiações por disputar os grupos da Europa League são superiores.

O Crystal Palace se classificou para a Europa League ao derrotar o Manchester City na final da Copa da Inglaterra. A final, no entanto, aconteceu sete dias depois de o Lyon garantir sua vaga para a mesma competição.

Isso imediatamente criou uma preocupação com as Regras de Propriedade Multiclube (MCO) da Uefa, que proíbem qualquer parte de ter interesse significativo em mais de um clube na mesma competição.

John Textor, proprietário majoritário e presidente da Eagle Football Holdings, detém 77% das ações do Lyon, mas também detém 43,9% do Palace.

Os regulamentos da Uefa questionam qualquer participação de clubes cujus proprietários possuam participações acima de 30%, embora o Palace tenha argumentado que o norte-americano não teve qualquer papel na administração do clube da Premier League.

Regras de Propriedade Multiclube estabelecem que, se duas equipes violarem o regulamento, o clube que terminar melhor na liga jogará na competição europeia.

Embora o Palace (12º na Premier League) tenha vencido a Copa da Inglaterra e o Lyon (6º) tenha se classificado apenas por um detalhe técnico, a classificação na liga por si só determina o direito de jogar.

Isso é contraditório com as regras da própria Europa League, que priorizam os vencedores das copas nacionais em detrimento daqueles que se classificam por posição na liga.

A situação ficou ainda mais nebulosa depois que o Lyon foi rebaixado para a Ligue 2 devido a problemas financeiros, o que levaria o clube a abrir mão da vaga na Europa League.

Os franceses, no entanto, apelaram e reverteram a punição de descenso, confirmando efetivamente seu lugar na Europa League e devolvendo a questão à Uefa.

Woody Johnson, proprietário do New York Jets, da NFL, fechou um acordo US$ 254 milhões, pouco mais de R$ 1,4 bilhão, para comprar 43% das ações do Crystal Palace que pertencem a John Textor, dono também de Botafogo e Lyon, da França, disse uma fonte à ESPN.

O acordo, no entanto, ainda está sujeito à aprovação da Premier League e à aprovação de Woody Johnson — ex-embaixador dos Estados Unidos no Reino Unido — no Teste de Proprietários e Diretores da liga, também conhecido como Teste de Pessoas Idôneas e Aptas.

A Uefa liberou no ano passado o Girona para jogar a Champions League ao lado do Manchester City, ambos do City Football Group. O Manchester United também foi autorizado a participar da Europa League na mesma edição do Nice, ambos de Jim Ratcliffe.

Antes deste verão, nenhum clube havia sido removido das competições europeias devido às regras do Propriedade Multiclube, mas agora o Palace é o terceiro a ser afetado pela aplicação mais rigorosa dos regulamentos a partir de 1º de março.