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Como polilaminina reviveu esperança de ex-Corinthians que desafia sequelas de grave acidente

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Como polilaminina reviveu esperança de ex-Corinthians que desafia sequelas de grave acidente (12:12)

ESPN promoveu encontro de Adil com a bióloga Tatiana Sampaio, que desenvolve estudo com polilaminina para tratar lesões medulares (12:12)

Adil Pimenta Júnior foi um meia-atacante com passagem por grandes clubes do futebol brasileiro, como Corinthians, Cruzeiro, Grêmio e Bahia. Sua carreira foi abruptamente interrompida, contudo, após um grave acidente de carro, em setembro do ano 2000, que o fez ser dado como tetraplégico.

Então com 35 anos, Adil, que hoje tem 60, viajava como passageiro ao lado de seu ex-sogro para Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ele atuava pelo Tupi, na segunda divisão do Campeonato Mineiro, e até já cogitava a aposentadoria, mas não poderia prever o que aconteceria naquela data.

Na estrada, o carro que levava os dois colidiu com uma árvore. Adil lesionou duas vértebras, a C5 e C6, e perdeu os movimentos do pescoço para baixo. Desde então, ele desafia esse diagnóstico e, com muita luta e dedicação, conseguiu recuperar a motricidade dos membros superiores.

Foi andando de muletas, com dificuldades, claro, que Adil topou o convite da ESPN para conhecer a bióloga Tatiana Sampaio, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), que conduz estudo com a polinaminina, medicamento que vem sendo testado para o potencial de regenerar lesões medulares.

O tratamento envolve a aplicação de uma dose do remédio, através de cirurgia, a princípio, na fase inicial da lesão. Ainda não há qualquer indício, por exemplo, que o medicamento, se aprovado após todos os testes e estudos necessários, possa ser usado em casos como o de Adil.

"É muito difícil, para mim, dar um conselho, a gente tem empatia, a gente consegue se colocar no lugar do outro. O que digo para as pessoas é: temos resultados que são fortes indicando que a aplicação da polinaminina na fase aguda, no máximo até três meses (da lesão), que seria até uma fase pré-aguda, provavelmente, vai trazer algum benefício”, explicou Tatiana Sampaio, à reportagem.

“Se tem mais que três meses, digo: espere, porque a Anvisa não vai autorizar e também não acho que deve, porque o dado que temos é fraco ainda. Precisamos de mais estudo. Tem esperança? Tem. Mas não temos uma proposta ainda para pessoas com uma lesão crônica", complementou.

Os testes com a polinaminina em humanos envolveu apenas um pequeno grupo de pessoas, ainda em fase pré-clinica. De oito casos tratados no estudo, em seis houve apresentação de melhora.

Recentemente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) deu autorização para o início do estudo clínico, fase que vai, agora, avaliar se existem riscos ou efeitos colaterais na polilaminina.

Como Tatiana Sampaio reforça, para casos como de Adil, a possibilidade de tratamento é ainda mais distante, mas nem por isso o ex-jogador deixa de ser grato e esperançoso. "Para milhões de pessoas que não tinham esperança nenhuma, já tem uma luz no fim do túnel. A esperança é a última que morre."

Para assistir ao encontro de Adil com Tatiana Sampaio, veja a reportagem especial no player acima.